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Esse tipo de iniciativa sempre me deixa dividido. Por um lado, é impressionante ver quanto avanço pode surgir quando você combina volume grande de dados neurais com modelos capazes de encontrar padrões semânticos que o próprio cérebro não explicita de forma consciente. Dez mil horas de EEG + fNIRS é um dataset que pouquíssima gente conseguiria montar.

Por outro lado, a fronteira ética aqui é extremamente delicada. Mesmo sendo um método não invasivo, você está coletando sinais cerebrais associados a intenção, linguagem interna e pré-formação de pensamento. Isso levanta perguntas que a gente ainda não tem resposta: quem controla esse dado, como ele é armazenado, o que acontece se o modelo começar a inferir mais do que o usuário pretendia transmitir?

É aquela situação em que a tecnologia pode abrir portas incríveis, mas também exige um debate sério sobre consentimento informado, privacidade cognitiva e limites de uso. Porque decodificar fala antes dela acontecer é fascinante, mas decodificar intenção sem consentimento é um território completamente diferente.

Interessante acompanhar, mas espero que o ritmo do hype não ande mais rápido do que o das discussões éticas.

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Eu penso exatamente como você. Tecnologia pode alcançar marcos incríveis, mas o limitar entre ética e inovação é bem pequeno...

Esse tipo de matéria era algo inimaginável a umas décadas atrás, e por isso, não consigo de pensar: "Que massa".

Infeliz, junto com o sentimento de empolgação, vêm a alta possibilidade de uma tecnologia como essa ser militarizada ou ser usada em sua maior parte, para o mal. Treinar modelos de IA usando atividade cerebral pode trazer uma quantidade de informação significativa de coisas como: a tendência das pessoas em relação a X (muito útil para as grandes empresas para marketing, infelizmente para o consumidor, não posso falar o mesmo)

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independentemente disso, ainda sinto que será usado para o mal. o sr não acha isso? o sr não falará desse tópico?
não existe razoabilidade quando nem mesmo se respeita o pensamento alheio. vc não saberá até mesmo se está sendo monitorado.
quando antes o limite do monitoramento era o que vc falava, agora vai ser antes de falar.
nós brasileiros não seremos monitorados amanhã ou em 10 anos, mas QUANDO FORMOS MONITORADOS será até no pensamento.
antes, conhecimento não se tirava de ninguém. agora, até isso em breve conseguirão tirar -- no sentido de obter, não de remover ou substituir.

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Pior, a zona de pensamento é a única zona que afirma o que a gente é.

Onde se passa os pensamentos mais nócivos e tóxicos em relação a sociedade.

Imagina um sistema oraculo que consegue decidir se o seu pensamento sobre algo fosse algo "criminoso" ou "não".

Mesmo que não afete diretamente a pessoa, vai afetar a imagem que ela possui na sociedade.