Executando verificação de segurança...
2

A pergunta sobre cursos esconde uma pergunta mais importante: o que o recrutador realmente olha no currículo?

Na prática, curso no currículo funciona quando reforça uma narrativa. Se você quer ser dev backend e lista um curso de Python, um de SQL e um de Docker, isso comunica direção. Se lista Python, UX, marketing digital e Excel avançado, comunica dispersão.

O problema é que muita gente trata a seção de cursos como uma lista de compras. Joga tudo que fez e espera que o volume impressione. O recrutador vê o oposto: falta de foco.

Sobre curso grátis vs pago: para o filtro automático (software de triagem que as empresas usam, o ATS), não faz diferença. O sistema procura palavras-chave, não o nome da instituição. Para o recrutador humano, o que pesa é se o curso conecta com a vaga. Um CS50 no currículo de quem quer trabalhar com dados é relevante. O mesmo CS50 no currículo de quem quer ser product manager é ruído.

EAD vs presencial importa menos do que as pessoas acham. O que importa é: o que você fez com o que aprendeu? Se o curso resultou num projeto, numa contribuição open source, numa automação no trabalho - isso sim aparece. Se ficou só no certificado, é linha morta no currículo.

Resumindo: curso agrega quando tem contexto. Sem contexto, é decoração.

Carregando publicação patrocinada...