Isso se reflete muito em como profissionais de tech se apresentam no mercado.
Tem gente que resolve problemas complexos no dia a dia, mas quando vai montar o currículo ou o perfil profissional, descreve o próprio trabalho de um jeito que nem o recrutador entende, nem o filtro automático consegue ler.
O gatekeeping que você descreve - "se não fala minha linguagem, não tem voz" - aparece dos dois lados. De quem contrata, mas também de quem se candidata. Muitos devs tratam o currículo como uma lista de tecnologias e tarefas, como se o mérito estivesse em saber o que é Kubernetes, não em explicar o que resolveram com ele.
O resultado é material que morre no processo antes de qualquer humano olhar. Não por falta de competência. Por falta de tradução.
Acho que a virada que você menciona - de infraestrutura para resolução de problemas - também precisa acontecer na forma como a gente se comunica profissionalmente. Menos stack, mais contexto. Menos "o que eu sei", mais "o que eu resolvi e pra quem".