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Meus 2¢: Resumindo, o preço do software está caindo; provavelmente valerá tanto quanto um brigadeiro. Mas tem muita gente fazendo brigadeiro e vendendo por aí. O esforço pra criar software também está caindo, e com certeza as equipes serão reduzidas, mas projetos de software continuarão existindo.

Qualquer um pode criar um software, do mesmo jeito que qualquer um pode lavar seu carro. E aqui onde moro já ví uns 3 lava-jatos por perto; tem 2 que são na garagem da residência; e sempre tem alguém lavando um carro lá. Acho que a demanda por software irá aumentar, e com isso as empresas irão se adaptar para não morrer.

O grande problema a meu ver é a incerteza, porque tá tudo evoluindo muito rápido. Ninguém sabe como estaremos trabalhando em 2 anos. Mas algumas coisas a gente já consegue imaginar. Eu por exemplo tinha um projeto de linguagem de programação até 2 anos atrás. Toquei por alguns meses mas aí ví que não tinha mais futuro. Em alguns anos acho que esse lance de programador especializado em alguma linguagem irá acabar. Será todo mundo End-to-End Developer, exército de um homem só, auxiliado por IA. Ou não né, vai que a humanidade acabe.

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Nos exemplos que você usou, em nenhum dos casos a pessoa vê perspectiva de futuro, tanto em vender brigadeiro quanto lavar carros, o que você descreve é um futuro onde a profissão de desenvolvimento acabou. Mas esse exercicio vale pra porrada de profissão.

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Não vai acabar, vai se ajustar (acho eu). Com os exemplos eu quis dizer: ter todos os recursos à mão não significa ter disposição para usá-los. Qualquer um pode criar software, não significa que os usuários irão fazê-lo. Vai aumentar a demanda por software pela redução de preço; mais empresas irão se interessar em criar aquele software que elas precisavam mas que era caro antes. Ou migrar um legado por exemplo feito em clipper e que requeria um windows xp pra rodar. Mas minha opinião é apenas uma especulação, de quem já viu muita coisa nessa profissão.