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O Desenvolvedor "morreu" e assim "nasceu" o Engenheiro de Software.

Atualmente o mercado de desenvolvimento está passando por uma turbulência (já prevista), a área está mudando (para melhor ou não). Alguns cargos novos, novas atribuições etc.

Como já noticiado por grande parte da bolha, o trabalho envolvendo somente código está respirando por aparelhos, (ponto de vista do Augusto Galego é um ótimo exemplo https://www.youtube.com/watch?v=rRnSFVIV9Lk&t=1356s).

A questão é a seguinte: O mercado não pode cobrar que a pessoa desenvolvedora faça tudo o que estão pedindo, com o mesmo cargo/remuneração. Se você entende do produto, da arquitetura, busca requisitos, entrega código, testes, documentação, ... você já é um engenheiro de software.

Contudo essas funcionalidades que estão atribuindo desenvolvedor. A ideia é bem simples, um busca alternativas e resolve o problema, já o outro precisa ter um conhecimento global da empresa, tecnologia e metodologia, coisa que 90% dos desenvolvedores atuais já fazem, as vezes faltando uma ou outra coisa, mas já realizam.

O que percebo é esse aumento de atribuições porém com pouca compensação, isso também entra no tópico dos 1001 requisitos pedidos em vagas.

O problema não são as novas obrigações, mas a forma como está sendo estabelecida na área.

O que vocês pensam sobre?

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O que vocês pensam sobre?

Sinceramente eu acredito que tudo isso é mimimi.

Na época que eu iniciei não tinha nem diferença entre front e back.

Na carteira de trabalho? Pouco importa o nome, desenvolvedor, programador ou engenheiro sem crea. Vejo que o nome da profissão é basicamente uma competição de ego.

O programador tinha que resolver bug do front, do back, do banco, atimizar query, fazer deploy e ainda dar suporte

Não tinha tempo ruim, quem quer trabalhar consegue.

Levo essa filosofia até hoje, pouco me importa a linguagem que tu trabalha, pouco me importa se tu é back ou front. Quero saber se tu sabe resolver meu problema

A partir do momento que querem colocar nomenclaturas e distinções você não consegue resolver meu problema

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Começaram quando separaram o front-end do back-end. Quando o software web começou a crescer.

Quando havia um problema, um jogava a resposabilidade para o outro. Surgiu a necessidade de uma pessoa que ligasse os dois entendendo das duas partes. Surge aí o Fullstack.

Agora tem a questão do deploy. "Funciona na minha máquina", mas não funciona no servidor. Um desenvolve, outro faz o deploy para o servidor. Então quando há um problema, um joga a responsabilidade para o outro. Surge o Devops de "um homem só".

Então levantamos a necessidade da pessoa entender do ciclo completo do software para que não haja problemas de comunicação.

Não basta mais desenvolver o software, pois se a pessoa não sabe buscar os requisitos, terá muito ruído na comunicação. Tem que saber levantar os requisitos, tem que saber testar, gerar a documentação. Porque ele "entende mais", "já está ali mesmo fazendo isso, faz aquilo", "está mais por dentro".

Acredito que não seja somente na nossa área de desenvolvimento. Em vários locais, estão exigindo mais pagando menos. Antes precisava ter disposição para varrer, hoje precisa ter ensino médio completo para varrer a rua.

O que não pode é deixar virar bagunça...

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Sou programador, desde 1996 e essa é sem sombra de dúvida a carreira mais "sem vergonha" que existe no mundo. Desde que me conheço, se fala da "bolha" que sempre vai estourar, da automação que vai acabar com a profissão.....
Em 2002 houvi de um alto diretor de uma multinacional, que o problema da TI é que todo mundo quer estar nela, na época, entrei como pleno e o "status" de programador era do corpo executivo ou diretoria. O motivo, é que tinha acesso a estratégia e a tomada de decisão, de resto era operacional e pronto.
Naquela época a maioria era jovem, que estava cursando universidade, e praticamente todos os demais executivos e diretores que estavam ali, tinha pelo menos o dobro da nossa idade, e construiu a carreira dentro da empresa degrau a degrau até depois de anos, chegar ao status de alta gerência, executivo e diretorias.
O Resumo, é que todos queriam de alguma maneira ir pra TI pois parecia ter status, a realidade era já naquela época bem diferente, prazos, cobrança, pressão de todos esses "executivos" que tinham a única tarefa gerar resultado financeiro, melhorar os investimentos da empresa e cobrar resultados, ou seja, TI era o chão de fábrica, que era cobrado diretamente pela diretoria, enquanto os demais tinham toda uma cadeia para gerar resultados.

O que faltava, regulamentação. Não tinha limites, o diretor precisava formatar uma planilha de Excel chamava alguém da TI, a cada dia, era necessário mais 'requisito' pra preencher as vagas que surgiam, pois o SQUAD era enxuto efetivamente grandes áreas tinham 2 pessoas na diretoria, TI tinha 5 .... a diferença abaixo desses 2 da diretoria de marketing tinha 200 operacional, TI tinha 1, a piramide era inversa.

Essa base, acabou se amplificando em meados de 2008 com as Big Techs que precisavam de muitos desenvolvedores e faltavam profissionais no mercado, e "tiraram" profissionais do mercado, gerando uma onda de contratações de novos profissionais para vagas que estavam acima da competência esperada de um recém-formado. Resultado, ao invés de "padronizar" uma regulamentação, cada empresa criou a sua medida para determinar o que é ser junior, pleno, senior, master, jedi ou seja lá o que mais foram inventando .....
O problema criado, alguns sabiam fazer soma, outros subtração, uns mexiam em banco de dados, outros em front, outros em back, foram criando cargos cada vez mais especialistas, os squads tendiam a crescer.... vamos voltar a origens, profissionais que fazem mais coisas como DevOps, FullStack a cada ciclo, voltava a base, cada vez com um nome novo, mais bonito, mais responsabilidade.....

O RESUMO

A falta de regularização, transformou a TI na profissão mais "SEM VERGONHA" que existe, a realidade hoje, é que estamos vivendo um momento em que a IA e a automatização do CÓDIGO vai servir como um NIVELADOR, tirando o JOIO que se infiltrou no mercado. Quem realmente é profissional, que tem competência para ocupar vagas de TI vai continuar e sempre será valorizado. O resto, vai migrar para outras áreas ou profissões.
A regulamentação, tem que existir, um nivelamento de mercado, tem que existir, enquanto o profissional continuar aceitando o que as empresas querem, o mercado vai continuar cada vez pior. É a lei da oferta e da demanda, enquanto alguém aceita ser explorado, o explorador pode continuar existindo.

A NOVA ONDA, é fazer curriculum que mostra competências irreais, qualidades que só existem no papel, para se APLICAR para a vaga, o profissional passa a MENTIR, a empresa precisa EXIGIR CADA VEZ MAIS para ter um profissional que tenha uma competência mínima, é um ciclo sem fim. Não acontece em outras áreas que possuem REGULAÇÃO, entidades de classe forte são sim uma necessidade e é o que falta na TI, deixa ai nos comentários, se você sabe qual a entidade ou regulamentação que nós desenvolvedores temos....... qual sindicato ou o que luta pelos nossos direitos..... nada, ninguém, a TI cresceu e se desenvolveu olhando para o próprio umbigo, munindo-se de arrogância e ego, por supostamente fazer parte de uma ELITE, por viver em um castelo de CARTAS, sem nada sólido.

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É uma tendencia antiga, a de sempre exigir mais e de pagar menos. A coisa só piora quando iniciantes entram neste mercado e aceitam o desafio de ganhar pouco com a promessa de entregar muito num primeiro esforço que resulta em 1% de sucesso pra 99% de fracaso, isso acaba frustando os patrões e os contratados. Com essas frustrações na alma os empregadores atuam como mercenários e os contratados como kamikases da TI. Resultado final dá nessa curva ascendente e exponencial que temos hoje, de altissimas exigências pra pouco salário.

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Pelo que tenho visto dos anúncios de vagas, as empresas estão levando o termo "full stack" longe demais. Tem vaga que seria mais apropriada para um squad e não para um dev.

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Engenheiro é quem fez engenharia. Vários semestres de cálculo e física, tem CREA. É um especialista. Acho que a sua analogia está indo na direção errada.

Tome também "ciência da computação" e "desenvolvimento de sistemas", cada vez menos exato, cada vez menos sistematizado. Ciência tem um significado de experimento e descoberta. Desenvolvimento quase encosta em terapeuta.

Nesse sentido é cada vez menos engenharia e cada vez mais antropológico.