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Cursor 2.5: a IDE que virou app store pra devs

Na semana passada, o Cursor lançou a versão 2.5. E se você usa (ou pensa em usar) o Cursor, essa atualização muda bastante coisa.

Não é uma lista de correções de bugs. São três funcionalidades que redefinem o que o Cursor consegue fazer.

1. Marketplace de plugins

Até agora, configurar ferramentas externas no Cursor era coisa de quem entendia de MCP, skills, hooks... siglas que espantam qualquer pessoa normal.

Agora tem um marketplace. Tipo uma loja de aplicativos.

Você quer que o agente do Cursor acesse o Figma? Instala o plugin do Figma com um clique. Quer que ele crie deploys na Vercel? Plugin da Vercel. Precisa integrar com o Stripe? Plugin do Stripe.

No lançamento, já tem plugins da Figma, Stripe, AWS, Vercel, Cloudflare, Linear, Amplitude, Databricks, Snowflake e Hex. Cobre desde design até analytics, passando por pagamentos e infraestrutura.

A parte mais interessante: desenvolvedores podem criar e publicar seus próprios plugins. Existe até um kit de exemplo (Cursor Team Kit) com os workflows internos do time do Cursor pra CI, code review e testes.

Por que isso importa pra você: se você usa o Cursor mas se sente limitado (ou perdido tentando configurar MCPs), agora ficou muito mais fácil conectar ele com as ferramentas que você já usa.

2. Subagentes paralelos

Antes, o agente do Cursor fazia uma coisa de cada vez. Se ele estava pesquisando algo, parava. Se estava escrevendo código, bloqueava tudo até terminar.

Agora ele pode rodar subagentes em paralelo. Enquanto um subagente pesquisa a documentação de uma API, outro já está escrevendo o código, e um terceiro está refatorando outro arquivo.

Na prática, isso significa projetos complexos rodando mais rápido. Refatorações grandes, features que tocam múltiplos arquivos, bug fixes que precisam de contexto de várias partes do código, tudo isso fica mais eficiente.

E tem mais: subagentes podem gerar sub-subagentes. Parece abstrato, mas o efeito é concreto. O agente consegue "dividir" um trabalho grande em partes menores e resolver cada uma independentemente.

Por que isso importa pra você: se você já usou o Cursor e ficou esperando ele terminar uma tarefa longa pra poder continuar, esse problema diminuiu bastante.

3. Sandbox seguro

Essa é a funcionalidade que parece chata, mas é a que mais importa pra quem trabalha em empresa.

Agora o agente do Cursor roda dentro de um sandbox. Ele pode executar comandos livremente dentro desse ambiente controlado. Só pede aprovação quando precisa sair dele (acessar a internet, mudar arquivos fora do projeto).

Empresas podem definir exatamente quais domínios e caminhos de arquivo o agente pode acessar. Admins controlam isso pelo dashboard. A NVIDIA já está usando.

O resultado: 40% menos interrupções do tipo "o agente parou pra pedir permissão", segundo o próprio Cursor.

Por que isso importa pra você: se você desistia de tarefas longas porque o agente parava a cada 30 segundos pra pedir OK, agora ele vai muito mais longe sozinho antes de precisar perguntar.

O que o Cursor 2.5 sinaliza

Essas três funcionalidades juntas contam uma história maior.

O Cursor não é mais "só" um editor de código com IA. É uma plataforma. O marketplace é uma app store. Os subagentes são trabalhadores paralelos. O sandbox é a camada de segurança que empresas precisam pra adotar com confiança.

É o mesmo caminho que toda ferramenta bem-sucedida percorre: começa como produto, vira plataforma, cria ecossistema.

Bônus: agentes que rodam por horas

No dia 12 de fevereiro, o Cursor lançou (em preview) agentes de longa duração. Em um teste interno, um agente rodou por 52 horas e gerou 151 mil linhas de código em um único pull request.

Isso ainda é experimental (disponível só pra planos Ultra, Teams e Enterprise). Mas mostra onde a coisa está indo: você descreve o que quer, vai dormir, e acorda com o PR pronto.

O que fazer com essa informação

Se você já usa o Cursor:

  • Explore o marketplace (cursor.com/marketplace ou /add-plugin no editor). Os plugins do Figma e Vercel são bons pontos de partida.
  • Teste os subagentes em uma refatoração grande. Peça pro agente "refatorar o sistema de autenticação" e veja como ele divide o trabalho.
  • Ative o sandbox se você ainda não ativou (seção de configurações de segurança).

Se você ainda não usa o Cursor:

  • Esse é provavelmente o melhor momento pra começar. A barreira de entrada ficou mais baixa com o marketplace, e a capacidade de execução ficou maior com os subagentes.

O Cursor já era a ferramenta mais popular de vibe coding entre desenvolvedores. Com o 2.5, a distância pra concorrência ficou ainda maior.


Publicado originalmente no blog do Zilvo

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Já faço absolutamente tudo que eu quero com Claude PRO, o que realmente tenho de diferencial? Quando usei antigamente o cursor, ele acabava os créditos 10x mais rápido que o Claude.

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Acho que a tendência é a IDE ser substituída por algo como o Google AI Studio. Dá pra usar como IDE, mas é algo mais alto nível, com menos foco em detalhes do projeto. Vamos ficar mais focados nos prompts e especificações. E também usar para outras coisas que não apenas codificação, como edição de imagem, video, audio, texto, etc.

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Ponto forte. O Google AI Studio ja ta caminhando nessa direcao, com o Gemini gerando codigo, imagem e audio na mesma interface. A pergunta e se o dev vai aceitar abrir mao do controle granular que uma IDE da. Pra projetos simples, faz sentido ir pra algo mais alto nivel. Pra projetos complexos, acho que a IDE especializada tipo Cursor ainda domina por um bom tempo. Mas a tendencia de subir a abstracao e clara.