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4 meses do meu ERP/SaaS em produção: O mercado me empurrou pra onde eu não esperava

Faz 4 meses que coloquei o ERP em produção e queria dividir aqui o que aconteceu de verdade depois do lançamento, porque foi bem diferente do que eu imaginava.

O mercado tem opinião própria

Quando lancei, eu já tinha na cabeça pra quem o sistema ia servir: pequena empresa, comércio, aquele público clássico de ERP. Só que o mercado não perguntou a minha opinião.

Os primeiros clientes a abraçarem o sistema de verdade foram indústrias. Não era o que eu esperava, mas também não era algo que eu fosse ignorar.

Primeiro aprendizado: quem dita as regras é o mercado, não o fundador.

O problema que eu nem sabia que ia resolver

Quanto mais eu conversava com essas indústrias, mais entendia o cenário delas. Muitas já usavam ou conheciam os sistemas grandes do mercado, aqueles que todo mundo conhece de nome. Sistemas robustos, sem dúvida. Mas com um custo de implementação e manutenção que, na real, só empresa gigante consegue bancar.

Uma licença, uma consultoria pra implementar, um contrato de suporte anual. Chega a R 500 mil? Chega a R 1 milhão? Não é raro.

E aí ficam no meio do caminho as empresas que precisam do mesmo nível de gestão mas não têm esse bolso. Elas acabam tocando operação complexa em planilha, em sistema legado travado nos anos 2000 ou em gambiarra que nunca foi feita pra indústria.

É um mercado enorme. E muito mal servido.

Onde o meu ERP entra nisso:

O que fui percebendo nesses 4 meses é que o ERP faz o que os grandes fazem (gestão industrial completa: fiscal, financeiro, estoque, expedição, CRM, NF-e, tudo integrado e o ouro: CONTÁBIL COMPLETO) por uma fração do custo pra implementar e manter.

E não sou eu falando. É o que os próprios clientes dizem. O feedback que mais se repete é "é fácil de usar" e "deu pra configurar sem precisar de consultoria cara". É exatamente o posicionamento que o mercado tá pedindo.

E tem mais: já começou a aparecer interesse de representante da área, gente que já vendeu sistema de grande porte. Pessoas que conhecem o mercado, têm carteira de cliente, mas perceberam que nem toda empresa dessa carteira consegue pagar o que os grandes cobram. É um movimento natural e eu tô de olho nele.

Os números de 4 meses:

R$ 30 milhões em movimentação processada pelo sistema.

Dependendo de onde você olha, pode parecer pouco. Mas pra um produto com 4 meses de vida, validado na indústria, com vários clientes ativos, sem grande dor de cabeça de suporte e com feedback positivo de usabilidade, é a validação que eu precisava.

Não é número pra impressionar investidor em pitch. É validação real: gente usando de verdade, processando dinheiro de verdade, sem catástrofe.

O que vem agora:

Esses 4 meses me deram mais clareza do que um ano de planejamento teria dado. Sei onde tô, sei quem precisa do que eu construí e sei que o caminho é diferente do que eu tinha desenhado lá no começo. Só que é melhor.

O mercado me empurrou pra um lugar onde tem demanda real, onde os concorrentes são grandes demais pra serem ágeis e onde o custo de acesso ainda é uma barreira absurda pra muita empresa.

Isso é uma oportunidade. E eu tô dentro dela.

Se você atua na indústria, ou conhece representante comercial que trabalha com gestão empresarial, e quiser trocar uma ideia, tô nos comentários.

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O meu TCC da faculdade foi um software para uma indústria pequena.

Meu software não era um ERP completo, não era uma indústria enorme, mas era o que o cara precisava.

Ele usava um software antigo, queria uma integração com o software antigo, mas do jeito que estava não daria certo.
Fiz um "módulo" à parte para atender o que eles precisavam.

Era só um controle do estoque que calculava o que custaria de material para produzir determinada coisa.

Hoje não atuo mais nessa área, mas na época, eu senti e resolvi um pouco dessa dor.

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Muito acertada a visão que você passa. Eu tenho uma pequena distribuidora que está evoluindo para pequena indústria. No lado da distribuidora minha primeira solução foi um app que automatiza orçamentos relativamente complexos do nicho. E não é que não existam soluções muito boas no mercado, mas nenhuma que atenda de verdade o fluxo real desde o orçamento que meus clientes fazem, o processamento interno do pedido até a entrega.
No lado da produção fiz um pequeno PCP automatizando etapas que antes eram semi-automatizadas.
Agora estou criando uma nova solução do zero, mais madura, mais precisa, que atenda as dores reais que apareceram nesses anos usando as soluções anteriores.
O que percebi no fim das contas é que usabilidade é tão importante quanto funcionalidade. E digo isso porque já vi funções incríveis que criei sendo subutilizadas porque não eram tão intuitivas, rápidas e bem integradas no fluxo de trabalho, apesar de resolverem um problema real (não resolve de verdade se o usuário não consegue/quer usar). Por isso que acho sua visão tão acertada, porque não adianta o software completasso fazer tudo e o cliente sofrer pra implementar e treinar seus colaboradores pra usar. Até as grandes empresas acabam usando muita coisa na gambiarra por causa disso. Acho que é um desafio fazer tudo que é preciso e manter o nível de complexidade baixo. Mas acho que esse é justamente o desafio de toda solução, né?

Parabéns pela visão, pelo sucesso e torço pelo seu crescimento que pra mim é certo.

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Django no Python. Meu projeto tem o backend puramente em python. Para a complexidade do projeto, era o que melhor atendia no momento. Até porque eu precisava de desenvolvimento rápido. https://bunto.com.br/comunidade tem uma comunidade ai onde eu compartilho detalhes do andamento do projeto e outras coisas mais. Se quiser participar só colar la.