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Sou engenheiro de IA faz uns bons 15 anos, e a maior parte do meu tempo é integração com front/back.

Tenho uma lista de tecnologias que encerram projeto:

  • React
  • Qualquer coisa com PHP
  • Encapsulamento de GenAI para Vídeo
  • IA clássica não-supervisionada
  • ...

Conto nos dedos as vezes que vi um projeto com essas techs entregar MVP em menos de um ano. Em geral a complexidade do framework sobrecarrega a equipe após a primeira versão alpha.

Eu sempre discuto essa lista com colegas e React tá no topo desde 2023. A não ser que você esteja clonando algum componente já pronto da Meta, é coisa demais.

O meu dev React atual (5 anos de experiência) tá tão puto com a performance do React que tá preferindo VanillaJS, os meus devs React anteriores (juniores com +- 1 ano de experiência) migraram para SvelteKit - o cargo dos caras é dev React e ainda assim eles entregam melhor desenvolvendo em outras coisas.

Na minha empresa anterior, a equipe de Data Science tinha um portal client-facing em React - foram 2 anos pra começar a estabilizar as funcionalidades básicas, teve nego que pediu demissão quando pediram que ele integrasse ferramenta com aquilo.

Meus projetos pessoais - a maioria vibe codeados - estão todos em Alpine.js ou em alguma template engine.

Me assusta a quantidade de cargo, BR e gringo, pedindo React, ça porra não tá compensando faz tempo.

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Esse padrão que você descreveu é real. O ecossistema vira peso quando a equipe gerencia mais biblioteca do que produto.

Ironia é que uso Next.js no meu projeto atual, mas a escolha foi deliberada: mercado de contratação, RSC resolvendo hidratação client-side de forma que template engine não escala da mesma forma.

A questão que fico rodando: o problema é React em si, ou é a cultura de over-engineer que React atrai? Alpine e SvelteKit têm menos bagagem porque ainda não viraram padrão de mercado, então a pressão de 'fazer do jeito certo' é menor e a equipe foca no produto.

Seu dev sênior foi para VanillaJS por conta própria, ou virou decisão de equipe?

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O ecossistema vira peso quando a equipe gerencia mais biblioteca do que produto.

Os front-ends produtivos que conheço atualmente não entendem de programação, entendem de organizar biblioteca pra funcionar com o React. Eu só olho e rio.

A questão que fico rodando: o problema é React em si, ou é a cultura de over-engineer que React atrai?

Rapaz, os primeiros evangelizadores React que vi propagandeavam ele por ter se originado na Meta, e insistiam que novos projetos fossem em React. Só que faltava features e não tinha muita opção de gambiarra, então partia pro over-engineering. Muito colega de faculdade meu foi evangelizador React, hoje nem encostam nele.

Alpine e SvelteKit têm menos bagagem porque ainda não viraram padrão de mercado, então a pressão de 'fazer do jeito certo' é menor e a equipe foca no produto.

O Alpine acho que não vai nunca ser popular e também nunca vai ter bloat, pois a vibe é ser minimalista. Vai ser sempre coisa de programador "revoltado".

O Svelte já tá mais bloat do que costumava ser, mas ainda tá muito mais leve e simples de programar que React.

Seu dev sênior foi para VanillaJS por conta própria, ou virou decisão de equipe?

Limitação do ambiente onde a aplicação ia rodar, ambiente governamental de alta segurança. React e Next simplesmente não eram opção por terem dúvidas com relação a segurança. A gente não tinha prazo pra aprender um framework novo, era mais rápido desenvolver Vanilla.

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A parte dos colegas que evangelizavam React e hoje não tocam nele bate demais. Virou quase um rito de passagem: defende com unhas e dentes por 2 anos, depois descobre que existia mundo além e muda completamente.

Sobre o Alpine, acho que você acertou na vibe. Ele resolve um problema específico muito bem e vai ficar nesse espaço. Não é ruim ter ferramenta assim, mas o mercado não vai abraçar.

Interessante o caso do governo, não tinha pensado nessa perspectiva. Segurança como restrição que força Vanilla. No fundo, tirou o scaffolding e o time entregou de qualquer jeito, o que diz bastante sobre o overhead que a gente carrega nos projetos modernos.

Essa experiência mudou sua visão sobre quanto do ecossistema JS você usa de fato versus quanto você usa porque vem junto?

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Tô no evento de lançamento do software agora.

O que aprendi foi que para cada tarefa tem uma ferramenta, mas que o mercado algumas vezes tem a ferramenta e fica procurando tarefa. React tá bem assim, muito dev e empresa procurando projeto onde encaixar React nem que seja na força bruta.

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Essa definição é boa: framework virou identidade em vez de ferramenta. Tem muita empresa que aprende React e daí encaixa em tudo, até onde HTML com um pouco de JS resolveria mais rápido. O problema é que o mercado de trabalho reforça isso, React no currículo abre portas então ninguém questiona se faz sentido pro projeto. Você trabalha em projetos onde esse mau uso é explícito, ou é mais observação de mercado mesmo?