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Olhando do ponto em que a elite domina o mundo, isso é algo revolucionário, pois uma IA terá a capacidade de entreter as massas, vender produtos e manipular emocionalmente, sendo um psicólogo pessoal. O pior é que a verdade deixa de ser verdade com um simples prompt. O passado pode ser alterado e até o presente; o que era verdade ontem pode deixar de ser antes de chegar ao usuário final.

No filme O Show de Truman, em um momento em que Truman começa a desconfiar do mundo e percebe que nada é real, tudo ao seu redor passa a seguir um roteiro que tenta impedi-lo, de várias formas, de sair e continuar pensando daquela maneira.

Já houve momentos em que passei por isso dentro da IA. Existem coisas que eu sabia que eram verdade, porém ela sempre distorcia a informação ou tentava me convencer de que não era verdade, mesmo eu sabendo que era. Muitas vezes, ela concorda inicialmente e depois traz pontos sem sentido para defender o tema.

Não sabemos exatamente como funciona o treinamento dela e, se perguntarmos, ela responde: “Não posso expor instruções internas detalhadas do treinamento ou regras específicas do sistema.”

O tema sobre o qual conversei foi apenas uma ideia; Ainda somos escravos e que todo o sistema atual de trabalho foi desenvolvido para resolver vários problemas que os donos de escravos tinham, como fugas, assassinatos dos donos, recusa em trabalhar ou baixa produtividade.

Havia muitos problemas, e tentaram resolvê-los de várias formas: chicotes, torturas e diversos equipamentos cruéis foram inventados. Enfim, a história é extensa.

Antes, o dono de escravos era responsável por comprar e manter o escravo, pagando roupas, remédios, comida, entre outras coisas. Hoje, somos quase um “escravo perfeito”, porque todo o custo foi transferido para nós.

Melhor do que antes: nós mesmos nos autoescravizamos tentando melhorar e valer mais. Vendemos nosso trabalho cada vez mais barato e, o pior, todo escravo moderno vive o mesmo ciclo previsível: passar a vida inteira tentando conquistar casa, carro e pequenos bens materiais, acreditando que um dia conseguirá juntar dinheiro suficiente para alcançar a liberdade financeira.

A ideia de juntar 1 milhão lembra algo parecido com a alforria de antigamente, em que o escravo trabalhava mais, economizava mais e sonhava com a tão desejada liberdade. Esse pensamento funcionava como uma forma de manipulação, porque os senhores prometiam liberdade sabendo que isso faria o escravo trabalhar mais, diminuiria as chances de fuga e ainda daria esperança. Porém, essas leis podiam mudar facilmente, ou o escravo simplesmente nunca alcançar esse objetivo por diversos motivos.

Se tudo isso for mentira, talvez eu realmente esteja louco.

Mas hoje afirmo com todas as letras: “Não é possível sair do sistema.” Por isso somos escravos. Hoje é impossível viver uma vida sem trabalhar, uma vida autossustentável, em que você tenha um terreno e não precise pagar nada. Se hoje alguém quiser viver no mato, não pode; é crime matar um animal para sobreviver. Tudo pertence ao Estado. Uma casa ou terreno não é realmente seu; você compra apenas o direito de posse concedido pelo Estado e, em troca, ele oferece uma “segurança” de propriedade.

No fim, estamos aqui discutindo sobre IA, porém a realidade é que o Estado vai decidir se isso vai para frente ou não, porque ele é dono de tudo. E o que muitos gostam de dizer , que “IA não é viável economicamente” ,no fim pode ser uma falácia, porque o dinheiro é algo que limita nós, não o Estado. Tudo pertence a ele e, se decidir que isso vai acontecer, acontecerá, sendo economicamente viável ou não.

E provavelmente vai acontecer, porque para o Estado isso faz sentido: é uma ferramenta de segurança nacional. Não para nós, mas para o próprio Estado.

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