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Concordo contigo com MVV é pra ingles ver, porem acho que falar que cultura faz uma diferença obvia é um pouco de exagero do ponto de vista mais pratico.

Fazendo o papel de advogado do diabo temos o exemplo de que a cultura é facilmente quebrada pelo contexto operacional.

Podemos ter um valor lindo de "qualidade acima de tudo", mas quando o prazo de entrega é curto, a "cultura" que se manifesta é a de commitar código rápido e rezar para não quebrar nada. A cultura real de um time de tech é moldada por deadlines, tech debt e a pressão do negócio – não por slides da liderança.

Tem o ponto de que mm programador(por exemplo) é mais motivado por um bom salário, flexibilidade, tech stack legal e desafios técnicos do que por um valor como "colaboração". Se a empresa paga mal e tem projetos chatos, nenhum mural colorido de valores vai reter talento. Ações falam mais alto que palavras.E na grande parte das vezes cultura para no discurso.

Em resumo, não nego que um ambiente ruim seja perceptível. A questão é que chamamos isso de "ambiente tóxico" ou "má gestão", termos muito mais concretos do que o vago "cultura organizacional". Na prática do dia a dia de programação, a "cultura" muitas vezes se revela como uma narrativa pós-facto que a liderança usa para tentar dar coerência a um ambiente caótico e complexo, que é, por natureza, movido a pressões técnicas e de negócio.

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