Cara, entendo teu ponto, e é muito justo. E sim, acredito que uma ameba é mais inteligente que os modelos estado-da-arte se a gente for rigoroso com o que “inteligência” de fato significa. E sim, concrodo que estamos longe de qualquer “inteligência artificial”. Só que não estou nem aí pra definição, estou olhando o lado prático: realizer tarefas que exigem capacidade cognitiva. Porque no fim das contas “AI” nasceu em 1955 como clickbait pra angariar verba para uma pesquisa verão, um slogan no grant proposal. Nunca foi o objetivo final.
McCarthy, 2004: “We needed a name that would seem exciting but not too narrow…”
“AGI” é só o rebranding que a indústria deu pro velho slogan quando ele esgotou sua capacidade de conseguir investimentos. Simples assim.
Eu não carrego essas etiquetas nem o guarda-chuva.
Estou dizendo apenas o seguinte, qualquer tarefa que eu executar através de uma tela e teclado, o modelo faz melhor (e mais rápido também). Estou falando de mim. Talvez você seja mais inteligente e o modelo não te supere…mas eu te garanto: ele me supera em qualquer coisa que eu tentar fazer no computador. Se isso não é “inteligência”, tudo bem, chama de autocomplete, chama de giló, chama do que quiser.