Porém, o mercado ainda dá muita importância a quantos anos você tem de experiência em determinada linguagem, e não necessariamente aos problemas que você já resolveu. Em muitas vagas, é obrigatório ter de 2 a 3 anos de experiência com a linguagem.
Sinceramente eu não vejo isso na minha experiência. Tirando as vagas arrombadas ou realmente coisa muito nichada.
Mas enfim: minha experiência também não é a do dev web médio. Talvez, nesse cenário, o que aconteça seja mais simples: a maioria das vagas é ruim mesmo.
Lembro de casos quase cômicos: vaga pedindo 10 anos de Kubernetes quando a tecnologia mal tinha 5. Ou 5 anos de experiência em um framework que acabou de nascer. É justamente esse tipo de vaga que trata linguagem como critério central.
Eu também não concordo com essa ideia de aprender uma linguagem só e “ficar bom nela”. Para mim, parte dos fundamentos de qualquer programador é saber pelo menos umas 5 linguagens, cada uma te ensinando uma camada diferente do mundo: Assembly, para entender como o computador funciona; C, porque é a língua franca da computação; JavaScript, porque é a língua franca da web; Python, porque é a língua franca da IA; e mais uma de sistemas à sua escolha, entre Java, C#, C++ ou Go. Com essa base, o resto você aprende sob demanda e disputa qualquer vaga.