Modelos de linguagem (LLMs) como GPT, Claude ou Llama são, por definição, modelos estocásticos. Eles não "sabem" programar; eles são máquinas de autocompletar glorificadas que calculam a probabilidade estatística do próximo token. Eles operam em um campo de incerteza probabilística, não de lógica determinística.
Isso significa que o erro não é um "bug" que será corrigido na próxima versão; o erro é uma característica intrínseca do modelo.
Em um sistema determinístico (o código que escrevemos manualmente), 2 + 2 é sempre 4. Se houver um erro, a culpa é da lógica. Em um modelo estatístico, 2 + 2 é 4 na maioria das vezes, mas pode ser 5 se o contexto da conversa pender para isso.
Não existe — e nunca existirá — um LLM que seja 100% preciso. Matematicamente, é impossível garantir que um modelo probabilístico forneça apenas a resposta correta o tempo todo, a menos que você zere a temperatura e restrinja o modelo a ponto de ele virar um banco de dados inútil. Ao usar Vibecoding, você está trocando a certeza binária da computação clássica pela aposta de um cassino.
Cara, isso é tão 2024 que me deu saudade de quando a gente ainda achava que prompt engineering era carreira pra currículo.
A narrativa do "papagaio estocástico" morreu quando a gente parou de usar LLM como oráculo e começou a usar como gerador em loop fechado.
Vibe coding não é mais "ah, o modelo alucinou um bug".
É: o modelo gera → o teste deterministico quebra → o próprio modelo analisa o stack trace → gera correção → loop até passar. Simples assim. O erro estocástico não sobrevive ao encontro com a lógica binária de um assert.
A mágica não está na probabilidade do token, está na arquitetura de verificação. O LLM pode alucinar o caminho, mas não pode alucinar o destino quando existe uma suite de testes determinística esperando no fim do túnel. É deterministico por construção, só que construído por estocásticos.
Então, por favor, atualiza o script. A discussão não é mais "será que ele sabe programar?", é "qual o nível de abstração do seu loop de automação!"