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Por que as vagas estão tão específicas?

Tenho percebido cada vez mais vagas pedindo coisas muito específicas, do tipo: "saber programar em Salesforce", "ter experiência com SAP", "dominar AWS".

Ano passado, um colega pediu dicas de como conseguir boas vagas para um professor da faculdade, ele comentou algo que, em teoria, sempre fez sentido pra mim:

"Aprender bem a base, o resto se adapta."

Mas quando mostrei pra ele algumas vagas reais do mercado, ele se assustou.

Queria trazer esse tópico não como um artigo, mas como um bate-papo mesmo:

o que está acontecendo com a nossa área?

Falo isso como alguém que já tem experiência. Minha preocupação não é “como entrar no mercado”, mas para onde o mercado está indo.

Cada vez mais, parece que as empresas estão se prendendo à ferramenta e não à solução. Procuram alguém que já tenha trabalhado exatamente com aquela stack, naquele fornecedor, naquela plataforma específica.

E aí entra um ponto que me incomoda bastante: o mercado de certificações.

Pra “provar experiência” nessas ferramentas, muitas vezes a única opção é fazer curso preparatório e pagar por certificações que custam facilmente 200 dólares (ou mais). Ou seja, o profissional precisa investir milhares de reais sem nenhuma garantia de que isso vai se traduzir em uma oportunidade real.

No fim, cria-se um incentivo estranho: certificações viram pré-requisito informal de vaga, não como comprovação de competência, mas como filtro.

E daí alguém que nunca trabalhou com o problema real, mas tem a certificação, passa na frente de um profissional com anos de experiência que não marcou aquele requisito específico?

Só que tecnologia muda. Ferramentas mudam. O problema que elas resolvem, nem tanto.

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As empresas precisam. resolver seus problemas relacionados a mão de obra e rápido, nem sempre tem tempo de contratar um estagiário ou programador júnior para ir ensinando.
Quando precisam resolver o problema rápido, já contratam alguém com o conhecimento que precisam.

Na minha opinião, o ideal é contratar estagiário ou programador júnior para ir ensinando a cultura da empresa, as ferramentas que usam e etc.
Eu faço isto na minha empresa e tem dado certo, até por que aqui no interior de Minas não conseguimos competir com as grandes empresas de SP e Sul.

Sobre as certificações que você falou, elas só são úteis em empresas grandes onde a concorrência é enorme. Empresas pequenas e medias, basta você conseguir demonstrar a eles que tem o conhecimento e pronto. Isto pode ser feito via Github com um portfólio público, trabalhos freelancer e tamanho networking.