Cara, muito obrigado pela análise! Eu não tinha pensado em fazer essa conexão explícita com PMBOK, mas lendo o que você escreveu, realmente tem vários pontos em comum com o que estamos descobrindo empiricamente
A parte que mais me chamou atenção foi essa ideia de sair do “eu acho que existe um problema” para tentar encontrar evidências objetivas de que ele realmente justifica uma mudança. Foi justamente essa mudança de mentalidade que aconteceu durante os experimentos.
Também achei interessante a relação entre as tentativas anteriores de solução e a ideia de prontidão para mudança. No nosso caso, começamos a perceber que uma empresa ter dor não significa necessariamente que exista uma oportunidade: às vezes ela já criou um processo interno suficientemente bom, ou já está resolvendo aquilo de outra forma.
Claro que eu ainda não diria que o processo que estamos fazendo “é PMBOK” ou que o PMBOK valida cientificamente a nossa metodologia. Por enquanto, vejo mais como uma convergência interessante entre uma investigação empírica e conceitos que já foram sistematizados em gestão
E fiquei curioso com uma coisa que você comentou: na sua experiência, você já viu casos em que uma empresa tinha um problema que realmente gerava impacto, mas mesmo assim não conseguia justificar um projeto ou uma mudança? O que normalmente fazia essa iniciativa não avançar?
Acho que isso conversa bastante com o que estamos tentando descobrir agora: não apenas onde existe dor, mas em que condições essa dor realmente gera disposição para mudar
Obrigado mesmo por acompanhar a série e por ter feito essa análise. Foi uma das respostas que mais me fez pensar até agora
E essa parte de “dar nome aos bois” também foi uma ótima descrição. Acho que é exatamente o que estou tentando fazer com o EventHorizon: transformar coisas que inicialmente parecem muito subjetivas — “acho que esse negócio precisa de previsão”, “acho que isso dói”, “acho que alguém pagaria” — em hipóteses que possam ser testadas
Obrigado mesmo por ter acompanhado a série e dedicado esse tempo para fazer essa análise. Foi provavelmente uma das respostas que mais me fez pensar até agora