O motivo disso é que na verdade a Orientação à Objetos deveria ser visto como uma arquitetura, mais precisamente a uma arquitetura de hiper modularização.
Tem alguma fonte sobre isso?
OOP é em parte sobre modularização, algo desejável. Dá pra se criticar a forma.
Só que devido ao fato dela ter se tornado popular, e devido ao fato da crise do software ter sido causada por engessamento e alto acoplamento, as pessoas acharam que todo código agora deveria hiper modularizado, ignorando que esta abordagem têm seus próprios problemas, fragmentação, atomização, indireção e programação defensiva, e isso vai contra a leitura humana, que é de fluxo linear, isso principalmente na linhagem principal, o que chamo de linhagem instrumentalista, que basicamente pega o kit de ferramentas da POO e chama isso de POO, além de incentivar convenções e heurísticas que aumentam esses problemas ao invés de amenizá-los.
Isso faz algum sentido, mas acho exagero dizer que OOP por si só cause uma hiper modularização.
Ao mesmo tempo modularizar também é uma estratégia humana para melhor entendimento.
É fato que há abusos e que é muito comum que as pessoas não entendam OOP e façam errado, culpa de explicações e exercícios mal feitos. Mas alguém fazer errado é diferente do (sub)paradigma ser um grande problema.
Também não estou dizendo que ele não tenha seus problemas, mas o pior é o abuso.
Outro ramo bastante conhecido é o ramo Kay, mas eu considero o Alan Kay muito mais um marketeiro, que querendo puxar sardinha pra sua linguagem, usou o termo OOP porquê ele era popular na época, mesmo que minha visão seja mais próxima do Kay, do que pra linhagem instrumentalista. O que o Kay defende também é uma arquitetura de hipermodularização, mas baseada em mensageria, já pra mim, POO é uma arquitetura de hipermodularização baseada em identidade, onde o foco são entidade persistentes, com comportamento associado e forte identidade, mas de fato as duas compartilham dos mesmos problemas, como frequentemente precisar de outras arquiteturas, pra diminuir seus problemas, como orquestradores, que é como chamo arquiteturas que visam organizar o código, minimizando os problemas de indireção.
Acho que voc~e está desinformado com relação a isto.
O Alan Kay criou o termo "orientação a objeto", então não era popular, e foi se tornando aos poucos, a popularização de fato ocorreu só mais de uma década depois.
Apesar do Alan Kay ter criado o termo, ele criou outro termo que é a "orientação à mensagens", que é de fato o que a linguagem dele de fato é, como ele reconheceu anos depois.
Não acho ele marketeiro, pelo menos não mais que o normal da maioria das pessoas, e se foi, ele é um ruim, porque ele não conseguiu emplacar a linguagem dele.
Inclusive a teoria dele não era muito sobre modularização, isso veio mais de outra escola de OOP.
O texto ficou um pouco abstrato demais para conseguir visualizar o que se quer concluir. Poderia trabalhar mais ele para ficar compreensível. Do jeito que está é um punhado de palavras, algumas que parecem ser usadas para enfeitar o texto.
E acho uma mistura de assuntos quando fala em arquitetura. E é claro que OOP, como outros paradigmas, precisam de outros mecanismos para funcionar bem, isso é o normal, não sei nem se tem exceção.
S2
Farei algo que muitos pedem para aprender a programar corretamente, gratuitamente (não vendo nada, é retribuição na minha aposentadoria) (links aqui).