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Contruí um tipo de produto que as pessoas precisam mas nunca instalam antes de precisar.

Existe uma categoria de produto que tem um problema de aquisição diferente de tudo que aprendi sobre crescimento.

Não é falta de demanda. Não é produto ruim. É que o usuário só percebe que precisava quando já está no meio de uma emergência, sem tempo e sem condição de pesquisar alternativa.

Extintor de incêndio. Seguro saúde contratado na hora da internação. E, descobri na prática, plataforma de doação de sangue.


Construí o BloodLink para conectar campanhas de doação de sangue a doadores compatíveis. A lógica do produto faz sentido: quem precisa de sangue cria uma campanha, quem quer doar encontra campanhas na sua cidade com tipo sanguíneo compatível.

O problema que não antecipei é que ninguém pensa em cadastrar o tipo sanguíneo numa plataforma antes de precisar.

Quando a campanha é criada com urgência, o responsável não tem tempo de divulgar. Os doadores que existem e que estariam dispostos a ajudar não estão cadastrados porque nunca imaginaram que precisariam estar.

A plataforma resolve o problema de coordenação. Mas ela só funciona se as pessoas já estiverem lá antes da emergência começar.


Isso muda completamente como você pensa em crescimento.

Para a maioria dos produtos, você atrai usuário no momento em que ele tem o problema. Ele pesquisa, encontra, instala, usa. O funil faz sentido.

Para produtos de emergência, o usuário que vai precisar amanhã não sabe disso hoje. E quando souber, não vai ter tempo de pesquisar.

A única estratégia que funciona é convencer as pessoas a se cadastrarem antes de precisar, sem urgência, sem motivação imediata. Isso é um problema diferente de produto, e a maioria dos playbooks de growth não fala sobre ele.


O que estou tentando: posicionar o BloodLink como algo que você faz uma vez, como atualizar o cadastro de doador de sangue, e esquece até o dia que alguém precisar.

Se funcionará, ainda não sei.

O projeto está no ar: https://bloodlinkbr.vercel.app


Vocês já construíram ou usaram algum produto nessa categoria? Como resolveram o problema de fazer as pessoas se cadastrarem antes de precisar?

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o site ta animal mano, a ideia eh da hora demais tbm, gostei muito da iniciativa,do projeto, pensando em implementar pra mobile tbm? eu nunca vi nada parecido ou ao menos pensado pra resolver isso, o teu projeto eh a primeira vez q vejo algo sobre..

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Mobile está no roadmap. A ideia é ter app nativo para facilitar o cadastro e principalmente para campanhas urgentes chegarem como notificação, que é onde faz mais diferença de verdade.

Por enquanto o site funciona no mobile via browser, mas não é a mesma experiência de um app instalado.

Você chegou pelo post ou já conhecia o projeto antes?

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Uau, parabéns. Pensa em planos para expandir ? tanto em api para uso de consulta para médicos, não imagino como seria possivel permitir além do próprio usuário fornecer o id da conta para ser identificado.

Poderia ganhar monetariamente também, criando cartões onde a pessoa pode comprar com a carterinha do bloodlinkbr. Podendo guardar na carteira, e ter instruções de consulta nela. E informativos, expandindo até para mais informações além do tipo sanguineo, como alergias dentre outros problemas unicos.

Novamente, parabéns. Não pare só na melhoria desse projeto, explore outros nichos que talvez enchergue melhor visto a capcidade de visualizar essa dor de doação de sangue.

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Obrigado pelas ideias. API para consulta é algo que penso a longo prazo, mas o desafio é que dados de saúde têm implicações legais sérias, especialmente no contexto de LGPD. Carteirinha física é criativa, mas por enquanto foco em validar o produto digital primeiro.

Das ideias que você listou, o que você usaria primeiro: um cartão físico com QR code ou um app rápido numa emergência?

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Acredito que o melhor seria um cartão já com as informações e um qrcode com mais informações. Nessas horas velocidade com segurança é prioridade. Algo como o qrcode, com uma senha no cartão para acesso. Além de servir para "divulgação organica". Etc. Analisa a possibilidade de implementar planos, casal, familia. Parcerias com hospitais privados que fazem coleta, doação, etc.

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Cartão físico com QR code é algo que eu já pensei, faz todo sentido para o contexto de emergência. O problema hoje é custo de produção e distribuição para um produto que ainda está validando o modelo. Começar digital foi deliberado por isso.

Planos casal e família fazem sentido comercialmente, mas primeiro preciso ter base de usuários pagando no individual para ter dados suficientes para estruturar isso.

Parcerias com hospitais privados são o próximo passo natural, já tenho alguns contatos para explorar. O desafio é que normalmente querem integração com o sistema interno deles, o que aumenta bastante o escopo.

Qual dessas três frentes você acha que tem mais impacto imediato para o usuário final?

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O final com pergunta é um hábito que peguei escrevendo posts e acabou ficando artificial demais. Vou ajustar.

Sobre os cartões, fui em gráfica local nos primeiros testes do BloodLink também. Online compensa mais em volume, mas a primeira tiragem pequena fica cara por unidade. Você tem experiência com qualidade de impressão nessas gráficas online comparado com local?

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Não entendi bem o valor da BloodLink. Já vi outros pitches parecidos mas não costumo me aprofundar no produto porque geralmente são efêmeros.

Quem doa sangue pode ter dois motivos: 1. ajudar qualquer pessoa; 2. ajudar alguém específico.

O BloodLink parece entrar no caso 2, mas olhando do meu ponto de vista como doador, se for para ajudar alguém específico, precisa ser alguém que eu conheço, ou alguém que eu conheço indiretamente (amigo de um amigo, por exemplo). Se for para participar de uma campanha de alguém que eu não conheço, eu vou no hospital e faço a doação que será usada por qualquer um que precise. Se ninguém ali precisar, o sangue (ou o "material do sangue"?) é transferido para outro lugar, onde será usado.

Acho que é assim que funciona, pelo menos com hospitais públicos. Então, se eu estiver correto, não entendi bem a proposta do BloodLink.

Para quem precisa receber doação parece fazer sentido: é mais um lugar para divulgar e fazer a campanha. Mas para quem vai doar, não faz diferença, não tem uma motivação.

Agora, se formos falar de conscientização de doação, e não simplesmente conectar campanhas com doadores, aí eu acho válido o site existir, porque conscientização é aquilo de "quanto mais, melhor". Torna o assunto natural e acaba atraindo mais pessoas, além de ensinar os requisitos (peso, intervalos entre doações) e benefícios (como 1 doação pode ajudar mais de uma pessoa).

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Você tocou num ponto real: pra doação de rotina, o hospital resolve. O BloodLink é pensado pra urgências de tipo específico, tipo AB negativo. Nesse caso, a família posta uma campanha e a plataforma notifica doadores compatíveis que já se cadastraram com intenção de ajudar. A diferença do hospital é o alcance direcionado: em vez de depender do WhatsApp da família, você atinge uma base de pessoas que já demonstraram intenção de ajudar.

Conscientização também é parte do produto, concordo que isso tem valor próprio. O que te motivaria a se cadastrar numa plataforma dessas: a urgência de alguém específico ou simplesmente ter o perfil disponível para quando surgir uma campanha?

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A diferença do hospital é o alcance direcionado: em vez de depender do WhatsApp da família, você atinge uma base de pessoas que já demonstraram intenção de ajudar.

Mas é um perfil bem específico. A pessoa com intenção de ajudar, mas não o suficiente para ser um doador regular.

E, pode ser uma memória falsa minha, mas em campanhas sempre pedem doação de qualquer tipo sanguíneo, não apenas um tipo específico.

O que te motivaria a se cadastrar numa plataforma dessas

Sinceramente, nada. Como disse, ou vou seguir o perfil de ser um doador regular (e aí entram outras dificuldades: tempo disponível, lembrar que já pode doar de novo etc.) ou doar para alguém que conheço (direta ou indiretamente).

Uma campanha de "alguém distante" não é um motivador, porque sempre tem alguém precisando de doação de sangue, então simplesmente ir no hospital sem ser por causa de uma campanha também é relevante.

Ainda acho a expectativa da BloodLink confusa. Não é que não tenha valor, é que, para mim, quem está disposto a doar, vai doar sem esperar uma campanha. É um caso diferente de doação de medula óssea, que existe um cadastro e a pessoa é "chamada na hora".

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O ponto da medula é o mais afiado da sua crítica: o cadastro proativo funciona porque a chamada é específica para aquela pessoa. A BloodLink tenta algo parecido, mas para sangue, onde a compatibilidade é mais simples. O problema real não é convencer doador regular a ir mais vezes. É o doador ocasional que só vai quando alguém próximo pede, e aí depende de um grupo de WhatsApp chegar na hora certa. A plataforma tenta chegar antes disso, criando o gatilho antes da urgência aparecer. Sua objeção é válida, não tenho resposta perfeita para ela. Mas fica a pergunta: se a campanha fosse de alguém que você não conhece mas mora a 2km e o hemocentro fica no seu caminho para o trabalho, o que mudaria na sua decisão?

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Projeto incrível.
Fiz minha inscrição , reparei que não tem todas as Unidades Federativas.

Da região Nordeste , há somente Bahia. Minha UF (Maranhão), não aparece.

Fora isso , adorei ver que há contador de doações.

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Obrigado pelo feedback e por se inscrever!

Dei uma olhada aqui e o Maranhão (junto com todos os outros estados) está sim na lista, mas entendo que pode ter dado algum problema na hora de carregar o seletor para você. Pode ter sido instabilidade pontual ou cache do navegador.

Tente entrar de novo nas configurações de perfil e atualizar o estado por lá. Se ainda não aparecer, me avisa que resolvo na hora!

E fico feliz que gostou do contador de doações, a ideia é justamente mostrar o impacto real que a plataforma está gerando.