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Claude Code e o fim do desenvolvimento como conhecemos

Sou programador há mais de 20 anos e não lembro a última vez que fiquei tão empolgado com uma nova ferramenta. (Não estou mais escrevendo código na mão! O QUE ESTÁ ACONTECENDO!?)

O Claude Code, da Anthropic, é daquelas tecnologias que funcionam sem que você precise de nenhuma instrução. "É só sair usando!"

Contudo, vejo muita gente se frustrando. Ainda que seja fácil de usar (basta escrever um prompt), a ferramenta brilha quando você investe um tempinho para aprendê-la.

Sendo bem direto: não é perfeita, não é mágica e não vai te substituir — precisa de dedicação sua!

Mas se você souber usar do jeito certo, os resultados são realmente empolgantes!

Neste artigo, quero compartilhar com você o que aprendi sobre o Claude Code nas últimas semanas.

Espero que você fique tão empolgado quanto eu!

1 - Começe sempre com o modo "plan"

Por mais que você se esforce, aceite que seu prompt vai ser ruim.

O motivo: você não sabe, de cabeça, todos os detalhes da sua base de código. Mas o Claude Code pode acessar toda a sua base (mais a internet... mais servidores MCP...) e buscar informações muito mais rápido do que você.

Porém, por mais que o Claude Code "se esforce", ele também tem seus limites de contexto, de compreensão, de acesso, etc.

E se você puder juntar o melhor de você com o melhor dessa ferramenta?

É para isso que serve o modo plan. Pense que aqui você e o Claude Code vão trabalhar juntos para montar o "prompt inicial perfeito".

No modo plan, o Claude Code é somente leitura, ou seja, ele não vai modificar nada no seu código — mas vai atrás do máximo de informação possível, com base no que você pedir, e vai te apresentar um plano de ação.

Gaste um tempo lendo esse plano em detalhes. Se não estiver de acordo, continue refinando até fazer sentido. Se achar que faltou algo, escreva, detalhe, explique! Peça para analisar, considerar outro ângulo.

Não confie no plano inicial. Na minha experiência, geralmente falta alguma coisa ali como atualizar testes, atualizar documentação, algum edge case, alguma nuance, etc.

Só libere o Claude Code para atuar e fazer as modificações no código quando o plano estiver sólido.

E, desde o início, mantenha sua conversa em inglês (leia esse outro artigo para entender o motivo).

2 - Use arquivos CLAUDE.md com "divulgação progressiva"

Assim como um bom desenvolvedor, o Claude Code pode descobrir muita coisa sozinho só olhando a sua base de código, como por exemplo:

  • stack completa (linguagens, frameworks, dependências externas...)
  • decisões arquiteturais
  • coding style
  • como rodar testes
  • como rodar a aplicação

Contudo, para ele descobrir isso custa tempo, processamento e consome seus créditos. Além disso, novamente como um bom desenvolvedor, tem coisas que é simplesmente impossível — ou muito difícil — para ele sacar só olhando o código.

É pra isso que serve o arquivo CLAUDE.md: fazer o Claude Code entender o seu projeto e dar para ele, de maneira rápida, as informações que ele precisa para trabalhar.

Para criar automaticamente um arquivo CLAUDE.md na raiz do seu projeto, basta usar o comando /init.

Esse comando vai fazer um trabalho inicial ok. Mas talvez você note que o arquivo CLAUDE.md fique muito grande — e isso é um problema!

Lembre-se que o Claude Code vai ler esse arquivo várias vezes (pelo menos toda vez que você iniciar uma conversa). Talvez ele não precise "desperdiçar contexto" com toda a informação que existe ali.

Lembre-se também: por baixo do Claude Code existe uma LLM. E essa tecnologia tem atenção e contexto limitados! Como escrevi em outro artigo:

"Cada token ocupa espaço na janela de contexto (...) Por isso, cada token que você envia pra dentro da LLM conta para determinar a qualidade do próximo token que ela irá gerar."

Você, desenvolvedor, também tem atenção limitada: você não mantém todos os detalhes do backend na sua cabeça enquanto está resolvendo um bug no front. Você, geralmente, não vai olhar a implementação dos seus testes de unidade enquanto está arrumando algo no banco de dados.

Você só olha QUANDO você precisa!

E o mesmo é válido para o Claude Code! Ele performa melhor se você escrever seu CLAUDE.md considerando fazer "divulgação progressiva" (progressive disclosure) de informação: diga onde está a informação, caso ele precise (em outro arquivo de documentação ou em outro arquivo CLAUDE.md numa subpasta), mas não deixe seu CLAUDE.md na raiz do projeto ficar grande demais!

Gastei algum tempo aperfeiçoando minhas habilidades de escrever um bom CLAUDE.md e coloquei esse conhecimento em uma skill, pra automatizar esse trabalho para mim:

Basta clonar esse repositório em ~/.claude/skills, reiniciar sua sessão do Claude Code e digitar /bootstrap.

Tenho tido ótimos resultados em monorepos com vários CLAUDE.md aninhados. E rodo /bootstrap regularmente para atualizar esses arquivos e documentação.

3 - Testes de unidade e zelo pela qualidade do código

Guardadas as devidas proporções, bateu um leve "AGI feeling" em mim quando eu me dei conta de quanto o Claude Code se parece com um colega de time.

Na seção anterior, comparei algumas vezes o Claude com um "bom desenvolvedor". Permita-me fazer isso mais uma vez: quando você, um bom desenvolvedor humano, entra num projeto novo, o que você precisa para conseguir performar bem?

Vou citar pelo menos três coisas:

  1. Uma boa cobertura de testes de unidade (para você fazer alterações no código com segurança de que não quebrou nada)
  2. Um código de boa qualidade (arquitetura bem definida, abstrações coesas, bons nomes para classes, métodos e variáveis)
  3. Alguma documentação para te contar decisões não óbvias

Preciso dizer que exatamente tudo isso também ajuda o Claude Code a performar bem?

Lembre-se: essa ferramenta é capaz de fazer no seu console (quase) tudo o que você, humano, consegue fazer. Inclusive rodar testes de unidade e verificar a saída — e se corrigir automaticamente caso tenha quebrado alguma coisa!

É muito legal ver os agentes do Claude Code pensando, fazendo alterações no código, rodando testes, quebrando testes, iterando e tentando resolver tudo sozinho! Porém, se testes não existem, ou se a cobertura é baixa, a ferramenta tem menos chances de se autocorrigir.

Por isso, insisto: tenha testes de unidade, informe que eles existem e como rodá-los na documentação (README.md ou CLAUDE.md), e mantenha uma cobertura de testes alta!

E sobre a qualidade do código? Já ouvi algumas vezes a pergunta:

"Por que se preocupar com código legível se quem vai ler e modificar o código é uma IA, e não um humano?"

O motivo talvez já tenha ficado claro, mas não custa reforçar: o que faz um desenvolvedor humano performar bem numa base de código, também faz o Claude Code performar bem!

Não está convencido? Lembre-se novamente de que por baixo do Claude Code existe uma LLM: um modelo estatístico de linguagem treinado para aprender e repetir padrões!

Então, note, por exemplo, o seguinte:

  • O que acontece quando você aplica DRY (Don't Repeat Yourself)? Resposta: você evita desperdício de contexto da LLM (mesmo princípio do CLAUDE.md que expliquei antes);

  • O que acontece quando nomes (de módulos, classes, métodos, variáveis) são significativos? Resposta: você dá melhor contexto para a LLM, potencialmente obtendo melhores respostas.

Portanto, peça para o Claude Code refatorar! Peça para usar bons nomes. Peça para quebrar funções grandes, reusar funcionalidades existentes antes de reinventar a roda. Criar abstrações robustas com alta coesão e baixo acoplamento. Tenha uma arquitetura bem definida. Use padrões de projeto. Reforce princípios SOLID, DRY, KISS, YAGNI, clean code... tenha atenção aos detalhes! Não transforme sua base de código em puro ruído sem padrões!

O desempenho de qualquer desenvolvedor (seja ele humano ou IA/LLM) será seriamente comprometido numa base de código odiosa!

Ainda não está convencido? Veja este artigo.

4 - Não escreva mais código na mão

Essa é a parte mais controversa, e deve ser lida com ponderação.

O disclaimer completo: o que escrevo aqui é com base na minha experiência até então — que é limitada. Usei o Claude Code em alguns poucos projetos, envolvendo algumas poucas linguagens e frameworks (C#/.NET, Typescript/Angular e Python, na maior parte).

Por isso, não sei se é realmente possível "nunca mais escrever código na mão". Contudo, com a experiência que tive, considerando os projetos e tecnologias que usei, e considerando que 100% das linhas de código que commitei nas últimas semanas não foram escritas diretamente por mim... não sei se vou mais escrever código na mão — e eu acho isso incrível!

É por causa dessa experiência que não consigo deixar de pensar na frase clickbait que está no título desse artigo: "é o fim do desenvolvimento como conhecemos".

Porém, eu vejo muitas vantagens nisso. Citando algumas:

  • A IA preenche os "gaps" da minha mente: eu não sei de cabeça todos detalhes da minha base de código, muito menos de libs e APIs externas. Mas a IA busca tudo isso rapidinho.

  • Usando arquivos CLAUDE.md versionados e compartilhados com todo o time — e assumindo que todos os desenvolvedores também só escrevem código via IA — conseguimos "forçar" boas práticas e padrões de código que vão além do que era possível com ferramentas de lint, por exemplo.

  • Eu me sinto mais "audacioso" para atacar os problemas, usar novas tecnologias e explorar caminhos que antes, sem a IA, eu nem cogitaria.

No geral, eu sempre gostei de criar coisas — e a IA está me permitindo fazer mais disso. Talvez seja esse o real motivo de toda a minha empolgação com o Claude Code.

O que escrevi aqui é o que considero essencial para começar a usar bem essa ferramenta. Mas existem muitas outras dicas importantes (e.g. MCPs, skills, plugins...), além de nuances e detalhes que você só vai sacar colocando a mão na massa. Nada difícil. É só começar!

E se você quiser saber minha opinião sobre como o Claude Code e ferramentas desse tipo impactam nossa profissão, já escrevi outro artigo sobre isso.

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Antes de qualquer coisa: eu adorei o seu artigo e como conseguiu ser tão claro em poucas palavras sobre como usar claude code.

E concordo contigo: o desenvolvimento nunca mais será o mesmo.

Mas o que mais me incomoda nisso tudo, e que poucos desenvolvedores estão se atentando é que isso tudo é uma ferramenta de desenvolvimento. Não é tão caro no começo, mas tem um custo, que literalmente pode definir o tamanho do projeto que o desenvolvedor vai trabalhar e isso me assusta muito, pois, isso coloca o desenvolvimento como algo restrito ao pagamento de uma ferramenta, o desenvolvedor só consegue "codar" se ele pagar, especialmente se ele pagar bastante. É a era do "pay to code".

E isso que eu falo é bem diferente de pagar pra usar uma boa ferramenta, como acontece com os designers que pagam pelo pacote adobe, agora nós literalmente precisamos pagamos para desenvolver.

Se eu for instruir como um desenvolvedor pode começar na área eu não vou mais dizer "apenas tenha um computador", vou dizer "tenha um computador e uma conta no Claude Code" e pra mim é isso é assustador. Por um lado isso é bom pois ele vai poder fazer coisas que nunca faria antes, mas por outro lado, o desenvolvedor vai se escravizar a um requisito de pagamento para o resto da vida dele como desenvolvedor.

Entendo que isso é um caminho sem volta e que, em algum momento, até os bons desenvolvedores vão simplesmente esquecer como escrever código.

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Fala cara, muito bom seu artigo. Eu sou um pouco mais antigo que voce. Comecei a trabalhar em 1995. Ja sao mais de 30 anos. Hoje eu fui entrevistar um dev e pedi para escrever um algoritmo para um problema simples de juntar 2 arrays um com id e nome e outro com id e sobrenome. E gerar um array final com id e nome completo. Todos os devs que entrevistei nao sabiam fazer algo tao basico em javascript. A IA esta matando os programadores nao por substituição mas por tornalos incapazes de pensar. Eu sempre aplico esta questao e os devs que nao cinseguem fazer e dizem que so sabem fazer com IA eu digo entao faz ai. E eles entregam um codigo com complexidade O(n*m) entao eu pergunto este codigo que a IA gerou esta certo? E ele nao sabe. Vai testar e funciona mas quando os arrays tiverem 1.000.000 de registros? O dev profissional de verdade ou estuda melhor o basico e os fundamentos ou vai sumir.

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Cara, é um excelente ponto e isso também me preocupa. Eu não escrevi no artigo, mas estou pagando o plano de 200 dólares! É muito caro e pra mim muda completamente a forma como você usa a ferramenta e a qualidade dos resultados que você obtém: nesse plano, eu uso sempre o melhor modelo (opus 4.6) e não economizo nos prompts! Peço pro Claude Code escrever, revisar, refatorar, rodo coisas em paralelo... no plano mais barato (20 dólares) não conseguia fazer nada disso e minha experiência com a ferramenta era bem pior. Felizmente, estão surgindo alternativas open source (veja o OpenCode) e até mesmo o Claude Code permite você rodar com o Ollama localmente, sem pagar uma subscrição. Não acho aceitável o "pay to code" e acho que a galera também vai achar alternativas pra isso. Acho que hoje o Claude Code tá um passo a frente dos demais, mas esse mercado vai ficar mais competitivo e puxar os preços pra baixo. Assim espero! :)

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Dou aula há mais de 22 anos e programo desde aquela época em que o Flash reinava absoluto. Lembro como tudo era extremamente criativo, com estilos marcantes, animações ousadas e sites cheios de personalidade.
Depois veio um período em que, a cada ano, surgia uma nova linguagem e uma nova biblioteca. Muitas vezes, passávamos mais tempo estudando ferramentas do que realmente criando coisas interessantes. Você investia três anos dominando uma tecnologia e, quando finalmente estava confortável, descobria que a “moda” já era outra e que aquilo estava ficando para trás.
Quem sabe agora, com propostas como Vibe Code, Claude Code e Google Antigravity, não estejamos voltando para uma era em que criatividade, funcionalidade e beleza caminhem juntas novamente.
Eu sei programar praticamente de cabeça. Adoro Java e várias outras linguagens. Mas também reconheço que, hoje, saber a sintaxe de cor já não é o diferencial que um dia foi. Talvez o verdadeiro valor esteja voltando a ser a capacidade de criar, pensar soluções e transformar ideias em algo bonito e funcional.

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Eu tava bem cético em 2025, mas 2026 me fez reavaliar minhas crenças. O que me deixou mais empolgado foi essa tendência atual de Spec Driven Development. Especificações em formato híbrido (texto + código) parece ser o futuro.

Portanto, peça para o Claude Code refatorar! Peça para usar bons nomes...

Você acha que uma skill (.md) em um projeto, com as melhores práticas de codificação como clean code, e também outras recomendações de engenharia de software, ajudariam? Porque aí a IA já faria parte da revisão e ajudaria na validação final. Acho né, qual a sua opinião?

PS: Tem muita gente teimosa que ainda vai demorar pra reconhecer, mas concordo com tua linha de pensamento. Se não pode vencê-la, junte-se a ela!

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Eu acredito que sim! Inclusive, é isso que eu faço na skill que menciono ali no artigo. Veja aqui: https://github.com/oprogramadorreal/claude-code-bootstrap/blob/master/templates/docs/coding-guidelines.md
Em teoria (ignorando a natural compressão de dados), todas informações sobre boas práticas estão lá no "cérebro" da LLM (nos pesos da sua rede neural). Mas o gatilho para aplicar essas boas práticas precisa vir do prompt (ou, mais amplamente, do contexto) que é dado de input pra rede. No estado atual da tecnologia, isso ainda é uma "baguncinha": o modelo arruma uma coisa e quebra outra... mas dai pra mitigar isso o melhor que podemos fazer é como comento ali no artigo: ter testes de unidade, ter documentação, CLAUDE.md, etc.

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Muito bom o seu artigo. Sou um desses eternos iniciantes, por isso irei me atentar a fazer um comentário bastante curto. Essa IAs realmente funcionam. Fiquei chateado quando conectei o Copilot no VSCode e tudo que eu começava a digitar, ele já preenchia como num passe de mágica. Aí acabei desconectando isso, pois estava prejudicando o meu aprendizado, mas acredito que para um programador como você, de 20 anos de experiência, só tem a agregar.
Boa sorte, sucesso e continue utilizando essas ferramentas, pois elas vieram para ficar e isso é só o começo. Imagina daqui uns 10 anos, como essa ferramenta não estará?!

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Claudinho é difinitavemente lindo!!! E o que mais impressiona é como ele 3sta anos luz na frente de qualquer outro LLM. Consegui criar algumas dezenas de ferramentas e até plug-ins que viviam só nas ideias e com apoio do GitHub Copilot (com Claude de modelo) tudo sai do papel rqpidamente.

As pessoas (programadores que rejeitam AI sem saber usar) não fazem ideia do poder dessas ferramentas.

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Eu criava um plano mestre e ia adicionando outros planos, tentando impedir de alucinar ou impedir o Claude de tomar uma iniciativa que não pedi e consumir recursos. Acaba que vc precisa elaborar as etapas do que deseja e ter ciência que sim, facilita, mas realmente vc sabe o que está acontecendo? Alguém tem uma dica sobre estratégias pra melhor usar o Claude?

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Muito boa toda sua visão. Obrigado pelo post! Eu pessoalmente curto mais usar Codex/Gemini em questão de CLI ou Antigravity na IDE. Mas acredito tudo se aplica para quaisquer ferramentas de IA.

Sobre a parte de escrever codigo na mão, pra mim vem sendo um grande "depende":

Eu gosto de revisar os codigos que as IAs geram, mesmo em projeto pessoal, pra entender e/ou "dar um toque".

E muitas vezes, se eu discordo ou sinto que preciso refinar algo, mas escrever prompt, esperar IA e/ou gastar credito com aquilo não for vantajoso, eu tendo a fazer manualmente.

O que eu acredito fazer sentido e recomendo a quem me pergunta é não "viciar" em pedir pra IA tudo e qualquer coisa, pois alem de gastar credito com coisas banais, pode não parecer, mas deixar de pesar entre delegar a IA ou fazer manual msm que coisas pequenas pode gerar um certo "mau habito" (dependendo da percepção).

Aconteceu comigo um tempo atrás. Eu amo fazer CSS, porem, teve um momento que eu estava delegando tanto para IA fazer tudo, que nos momentos onde eu poderia fazer a estilização, que tanto gosto, comecei a sentir "preguiça", e isso me espantou... O ando corrigindo 🙆‍♂️

PS: mas é super valido ir full IA quem ou nao curte desenvolver nada ou prefere o resultado. Pois no fim, nossa missão principal é resolver problemas