Seu texto faz sentido, e o que vou dizer aqui é um complemento, não uma ideia contrária.
Em primeiro lugar, sugiro a leitura de BoringCashCow: Negócios "tediosos" e lucrativos, que tem tudo a ver com o texto, mas com foco em negócios online.
será que estamos perdendo oportunidades por focar demais no brilho e pouco na rentabilidade e na demanda real, mesmo que "sem graça"?
A resposta é: sim. Mas o contrário também é verdade, você estará perdendo oportunidades se focar apenas nas coisas sem graça. Isso acontece porque tem "oportunidades" em todos os lados, algumas melhores do que outras, e mesmo que uma oportunidade pareça boa, pode ser horrível para você, por não ter nada a ver com o seu estilo de trabalho, ou por você não ter conhecimento no assunto.
Eu recomendo não focar totalmente na questão "será que estou perdendo oportunidades?", porque senão estará sempre no risco de não terminar nada por aparecer outra coisa que parece melhor.
Ele fez o primeiro milhão na Seasa porque viu um modelo semelhante em Santa Catarina e o replicou de São Paulo para Goiânia.
Apesar de não parecer, isso é um tipo de inovação. Veja este artigo da UFSC sobre Joseph Schumpeter e a inovação:
Toda introdução de inovação no sistema econômico é chamado por Schumpeter de “ato empreendedor”: Uma nova matéria-prima, uma introdução de um novo produto no mercado, um novo modo de produção, um novo modo de comercialização de bens e serviços ou até uma quebra de monopólio.
O empresário da história fez exatamente isso: ele abriu um "novo mercado" (Goiânia) para um modelo de negócio que já existia em outro (Santa Catarina).
Um grande nome que me vêm a mente nesse aspecto é o de Dom Pedro II, que por si só acho que não inventou nada, mas trouxe o telefone e o daguerreótipo (equipamento que faz processo fotográfico) ao Brasil. Se pesquisar mais, certamente encontrará empreendedores que cresceram no Brasil simplesmente olhando o que era feito nos EUA, referência em tecnologia, e na China, referência em questões de e-commerce hoje.
Sobre seu blog e a geração de conteúdo por IA, eu não gosto disso, mas não li para opinar. Espero que, no mínimo, você revise e "converse" com a IA para ajustar o que está inadequado ou errado. Deixei minha opinião sobre como trabalho com IA, e como acho que isso deve ser feito de maneira responsável, no artigo Conteúdo gerado com auxílio de IA engaja mais e pode ser melhor.