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Cara, pode ser uma crítica pesada demais, mas esse relato me fez pensar de que ao invés de aprimorar as habilidades sociais e de comunicação, uma ferramenta como essa pode se tornar uma muleta.

Quando a pessoa precisar se relacionar diretamente com outra pessoa "ao vivo", ela pode ter ainda mais insegurança pois não terá essa ou qualquer outra ferramenta na mão para usar.

Já convivi com profissionais que não conseguiam se expressar diante a uma situação "tóxica", e muitas vezes eram mal interpretados por conta disso e gerando problemas posteriores para ele mesmo e para outros do time, porém é algo que a pessoa precisa trabalhar e desenvolver assim como qualquer outra habilidade.

Talvez um caminho não seria refazer a mensagem original, mas explicar o porquê da mensagem de resposta original não ser adequada. Dando dicas do que pode ser ajustado, mas sem fazer o trabalho pela pessoa.

É claro que a métrica de sucesso seria o quanto as pessoas deixaram de usar a ferramenta por aprenderem a se comunicar naturalmente de forma eficiente.

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Entendo seu ponto — em ambientes saudáveis, errar faz parte do aprendizado.

O problema é quando a liderança já opera num nível tóxico. Em situações como já vivi com líderes que expõem em público, usam tom agressivo ou deixam tudo ambíguo para depois culpar, errar na resposta não vira aprendizado, vira munição.

Nesses cenários, a pessoa não está evitando desenvolver comunicação. Ela está tentando não se proteger de uma escalada, retaliação ou desgaste emocional.

A ideia não é substituir habilidades sociais, nem fazer o trabalho pela pessoa. É ajudar a identificar risco, entender por que algo pode soar agressivo e escolher uma resposta mais segura quando o ambiente já é hostil.

Se alguém aprende com isso e deixa de usar a ferramenta, ótimo.
Mas enquanto existir liderança tóxica — às vezes no limite do assédio moral — proteção vem antes de treinamento.