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Ninguém fala sobre o risco de responder mensagens no trabalho

Queria compartilhar algo pessoal que acabou virando um projeto — não como propaganda, mas como relato mesmo.

Sou desenvolvedor backend e trabalho como PJ. Tecnicamente, faço meu trabalho: entrego, cumpro prazos. Mas nos últimos meses percebi que o maior desgaste não vinha do código — vinha da comunicação.

Mais especificamente: responder mensagens de liderança.

Em um ambiente com múltiplos líderes, decisões pouco documentadas e muita coisa combinada “no ar” em calls, comecei a viver um padrão estranho. Alinhamentos vagos viravam, depois, cobranças objetivas no Slack. Questionar ou pedir confirmação escrita quase sempre parecia arriscado.

A sensação constante era de estar pisando em ovos.

Com o tempo, algo simples ficou pesado:

receber a mensagem

ler e reler

começar a responder

apagar

voltar depois

Às vezes levava 30 ou 40 minutos para responder algo tecnicamente trivial. Não por falta de conhecimento, mas porque qualquer palavra parecia poder ser usada depois — numa daily, numa cobrança pública, num “alinhamento” torto.

Isso começou a gerar ansiedade real. Travar em reuniões. Falar menos. Entrar em calls já esperando ser exposto. Não era sobre soft skill ou maturidade — era sobre segurança psicológica.

Cheguei a fazer coisas que sei que muita gente aqui já fez:

colar mensagens no ChatGPT antes de enviar

pedir para colegas revisarem respostas

responder de forma neutra demais só para não abrir flanco

Esses comportamentos não surgem do nada. Eles aparecem quando existe assimetria de poder e quando errar na comunicação não vira aprendizado — vira problema.

Foi nesse contexto que a ideia de uma ferramenta surgiu. Não como “mais um SaaS”, nem como solução mágica, mas quase como uma formalização de algo que muita gente já faz: pedir uma segunda leitura antes de responder quando o risco é alto.

Não estou compartilhando isso para vender nada aqui.
Só porque sei que esse padrão é mais comum do que parece — e porque, para mim, colocar isso em palavras já foi parte de sair do automático e entender que o problema não era incompetência.

Se alguém se identificar, já valeu a escrita.

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Cara, pode ser uma crítica pesada demais, mas esse relato me fez pensar de que ao invés de aprimorar as habilidades sociais e de comunicação, uma ferramenta como essa pode se tornar uma muleta.

Quando a pessoa precisar se relacionar diretamente com outra pessoa "ao vivo", ela pode ter ainda mais insegurança pois não terá essa ou qualquer outra ferramenta na mão para usar.

Já convivi com profissionais que não conseguiam se expressar diante a uma situação "tóxica", e muitas vezes eram mal interpretados por conta disso e gerando problemas posteriores para ele mesmo e para outros do time, porém é algo que a pessoa precisa trabalhar e desenvolver assim como qualquer outra habilidade.

Talvez um caminho não seria refazer a mensagem original, mas explicar o porquê da mensagem de resposta original não ser adequada. Dando dicas do que pode ser ajustado, mas sem fazer o trabalho pela pessoa.

É claro que a métrica de sucesso seria o quanto as pessoas deixaram de usar a ferramenta por aprenderem a se comunicar naturalmente de forma eficiente.

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Entendo seu ponto — em ambientes saudáveis, errar faz parte do aprendizado.

O problema é quando a liderança já opera num nível tóxico. Em situações como já vivi com líderes que expõem em público, usam tom agressivo ou deixam tudo ambíguo para depois culpar, errar na resposta não vira aprendizado, vira munição.

Nesses cenários, a pessoa não está evitando desenvolver comunicação. Ela está tentando não se proteger de uma escalada, retaliação ou desgaste emocional.

A ideia não é substituir habilidades sociais, nem fazer o trabalho pela pessoa. É ajudar a identificar risco, entender por que algo pode soar agressivo e escolher uma resposta mais segura quando o ambiente já é hostil.

Se alguém aprende com isso e deixa de usar a ferramenta, ótimo.
Mas enquanto existir liderança tóxica — às vezes no limite do assédio moral — proteção vem antes de treinamento.

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Eita, estava gostando da história até descobrir q se trata de propaganda de SaaS. Não vou dar downote pq não sou a favor disso, mas quero deixar comentado q esse tipo de venda já tá ficando chato por aqui.

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Justo o comentário — e faz sentido apontar isso.

Não era a intenção fazer propaganda aqui.
trouxe a história porque o problema veio antes do SaaS, e o produto acabou sendo só uma consequência disso.
Se soou como venda, o erro é meu.
Acabei postando por uma indicacao de um amigo que achou que aqui seria um otimo canal para isso.
te Agradeco, modifiquei o post.

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Nem esquenta com isso, aqui na comunidade é cheio de propaganda de saas disfarçado de depoimento e história pessoal de superação.

Outro dia comentei em um post de cara, que estava fingindo iniciar uma discussão que achei válida... Nem me respondeu depois, só tentou fazer a propaganda dele.

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Pra mim, como dev, faz sentido ter algum tipo de sistema próprio — pode ser SaaS, pode ser PDV, escola, qualquer coisa. Fora isso, sobra pouco, vender curso? já está saturado, freela também cansa.

E não é nem uma história de "superei tudo" (longe disso, inclusive). Eu ainda estou lidando com as consequências. Cheguei a começar tratamento porque o ambiente de onde essa ideia surgiu me deixou doente de verdade.

Deveria ter dado uma olhada no tabnews, pelo que percebi teve um boom disso por causa do cara do site que eternaliza momentos de casais.