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Vibe coding morreu? O próprio criador do termo diz que sim

Se você acompanha o mundo de tecnologia, provavelmente já ouviu falar de "vibe coding". A ideia era simples: você descreve o que quer, a IA escreve o código, e você aceita sem entender muito o que tá acontecendo.

O termo foi criado pelo Andrej Karpathy, ex-diretor de IA da Tesla e cofundador da OpenAI.

E agora, em fevereiro de 2026, o próprio Karpathy declarou: vibe coding já era. O novo termo? Agentic engineering.

O que mudou em 1 ano

Quando Karpathy cunhou "vibe coding" no início de 2025, as IAs de código eram boas, mas não tão boas.

Em 2026, a coisa mudou. Modelos como Claude Opus 4.6, GPT-5.3 e Gemini 3 não só escrevem código: eles planejam, testam, corrigem e refatoram. Sozinhos.

Nas palavras do Karpathy: "Programar via agentes LLM está se tornando o fluxo de trabalho padrão para profissionais, mas com mais supervisão e escrutínio."

Não é mais sobre "vibes". É sobre orquestrar agentes que fazem o trabalho pesado.

O que é "agentic engineering"

Em vez de escrever código linha por linha (ou pedir pra IA escrever e aceitar de olhos fechados), você gerencia agentes de IA que executam tarefas específicas.

Um agente cuida da implementação. Outro testa. Outro revisa segurança. Você, o humano, é o arquiteto e supervisor.

Segundo o Karpathy: "Agêntico porque você não está escrevendo código diretamente 99% do tempo. Você orquestra agentes. E engenharia porque existe arte, ciência e expertise nisso."

Os números que confirmam a mudança

  • Lovable atingiu US200 milhões de receita anual em 12 meses. Valuation de US6,6 bilhões.
  • 92% dos devs nos EUA usam IA pra programar diariamente.
  • 41% de todo código escrito no mundo é gerado por IA.
  • 100.000 novos projetos por dia só no Lovable.

Mas os problemas também são reais:

  • 76% das pessoas que começam param em 12 semanas.
  • 45% do código gerado por IA tem vulnerabilidades de segurança.
  • 2,74x mais vulnerabilidades comparado com código humano.

O que muda pra quem tá criando produto com IA

1. Descreva melhor o que você quer

Quanto mais específico, melhor o resultado.

2. Não aceite tudo de olhos fechados

Você não precisa entender cada linha de código. Mas precisa entender a LÓGICA.

3. Segurança não é opcional

Nunca deixe chaves de API no frontend. Sempre use autenticação em rotas sensíveis.

4. Pense como arquiteto

Você define O QUE quer, POR QUE quer, e COMO deve funcionar. A IA cuida do COMO IMPLEMENTAR.

Vibe coding não "morreu". Evoluiu.

A essência está mais viva do que nunca. O que mudou é a maturidade do processo.

Se 2025 foi o ano do hype, 2026 é o ano da realidade.


Post completo: https://blog.zilvo.app/posts/vibe-coding-morreu-karpathy-agentic-engineering/

Fontes: The New Stack, Glide Blog, TechCrunch

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Essa é a pergunta mais importante. Vou ler teu post.

As pessoas param nas 12 semanas porque batem no muro da manutenção. Criar é empolgante, manter é tedioso. A IA resolve a criação, mas quando o bug aparece, não tem prompt que salve se você não entende o código.

O padrão que vejo: semana 1-4 euforia, semana 5-8 frustração (bugs, performance), semana 9-12 desistência. Quem sobrevive geralmente teve que aprender o mínimo de fundamentos.

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Apesar do título clickbait — uma vez que você mesmo colocou no final do texto que o vibe coding "evoluiu" — o texto vale a leitura.

Na minha opinião, tudo isto foi pura e simplesmente estratégia. Hypar alguma coisa, produto, tecnologia etc., não é de agora. Entretanto, fico pensando por que ainda chamam de "vibe coding". Especialmente se levarmos em consideração os números apresentados. Particularmente este: "92% dos devs nos EUA usam IA pra programar diariamente." É um número gigantesco em um país que está na vanguarda da tecnologia. Com este percentual, seguramente podemos inferir que "todos" os desenvolvedores de lá, usam IA para programar diariamente.

Agora imagina se usarmos o termo "vibe coding" para estes 92%? Eles são desenvolvedores "de verdade" ou não?

Aliás, eu não encontrei referência para este percentual nas fontes citadas. Poderia informar de onde você obteve este número?

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Justo sobre o título. O objetivo era provocar, e o texto tenta entregar mais nuance.

Sobre o dado dos 92%, vem do GitHub Developer Survey 2025. O Stack Overflow Developer Survey 2024 já mostrava 76%. A questão do rótulo "vibe coding" é boa: na prática, a maioria desses devs está usando Copilot como autocomplete glorificado, não "vibing" de verdade. A fronteira entre assistência e vibe tá cada vez mais borrada.

Sobre se são devs "de verdade": acho que essa distinção vai perder sentido rápido. Se o cara entrega software funcionando, importa como ele escreveu?

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  1. Descreva melhor o que você quer

Seria por acaso o tal spec-driven-develop, ou algo do tipo?

Uma dúvida que tenho é até onde vale a pena detalhar a especificação; ainda to trilhando isso...

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Ótima pergunta, tenho lidado com isso nas últimas semanas, e cheguei num ponto que tem me atendido bem.

Costumo dividir a documentação dos meus projetos nas seguintes partes:

  1. Estilo de código
    Aqui ficam as regras de como a IA deve escrever código, padrão de nomenclatura de classes, funções e variáveis. Vai criar um novo ebdpoit? Divida nesses 3 arquivos: service, view e serializer. Vai criar uma tabela nova no banco de dados? Escreva o nome das tabelas e colunas em português brasileiro. Essas regras ficam num diretório docs/styleguide e com um arquivo pra cada área, como python, django e banco-de-dados
  2. Decisões de arquitetura
    Na pasta docs/adr deixo uma lista de arquivos listando quais as decisões de arquitetura foram tomadas e porque. Usa redis pra filas e não Rabbitmq? Aqui é o local ideal para descrever o porquê.
  3. Decisões de funcionalidades
    Na pasta docs/fdr deixo as principais decisões relacionadas à funcionalidades específicas. Tem uma integração com sistema legado que roda de forma assíncrona? Aqui é o local ideal pra explicar o porquê.
  4. Diagramas
    Na pasta docs/diagrams ficam os principais diagramas do projeto, normalmente usando markdown e mermaid. C4, DER e alguns diagrams de fluxo ficam aqui.

Com essa estrutura, dá pra trazer bastante contexto pra IA antes dela começar a gerar código. Para novas funcionalidades, começamos escrevendo a FDR (Feature Description Record), junto com a própria IA, e com base nela a IA gera o código.

Se algo fugir das especificações, como por exemplo, a IA escreveu toda a implementação na view, podemos pedir pra ela revisar o styleguide e decisões de arquitetura e começar novamente.

A ideia dessa abordagem é trazer o máximo de decisões que normalmente estão espalhadas em diversos lugares, ou até mesmo decisões verbais que são passadas entre os membros do time, para dentro do repositório, visando facilitar esse processo de desenvolvimento mais focado em especificações do que em código fonte.

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Exatamente, spec-driven development é o nome formal. Na prática é isso: quanto mais contexto você dá pro modelo antes de pedir código, melhor o resultado.

Sobre até onde vale detalhar: minha regra é focar no COMPORTAMENTO esperado, não na implementação. Tipo: "quando o usuário clica em X, acontece Y" em vez de "crie um onClick handler que chama a API". O modelo decide o como, você define o quê.

Se a spec está grande demais, provavelmente o escopo está grande demais. Quebra em pedaços menores.

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O número de 76% vem do Stack Overflow Developer Survey 2024 (uso de IA no workflow). Mas a velocidade assusta: em 2023 era ~44%, em 2024 saltou pra 76%. Se a tendência seguir, 80% em 2030 seria pessimismo demais.

Mas tem um detalhe: "usar IA" é amplo. Vai de autocomplete básico até gerar sistemas inteiros com prompt. A adoção superficial já é quase universal, a adoção profunda (agentes autônomos, vibe coding real) ainda tá em early adopter.

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Se a tendência seguir o hype não chega em 2030, para chegar a 80% em 2030 o crescimento médio do churn (saída) de mais ou menos 10% ao ano, o real foi de aproximadamente 70%

Vibe/Agentic coding está morrendo

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Entendo o incômodo. Tem muito conteúdo genérico que parece saído de uma linha de montagem. Mas acho que o problema não é a ferramenta, é a preguiça de quem usa. Dá pra usar IA como base e depois colocar opinião, contexto, personalidade. O ruim não é usar IA pra escrever, o ruim é publicar sem ler o que a IA escreveu.

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Ponto válido. Todo mundo tem incentivos, inclusive quem criou o termo. O Karpathy trabalhou na Tesla e na OpenAI, é investidor anjo e tem audiência pra monetizar. Não significa que a análise dele esteja errada, mas é saudável ter esse filtro.

Por isso tentei trazer dados de outras fontes no texto (Stack Overflow, Lovable, etc.) pra não depender só da narrativa de uma pessoa.