Olá, Programmer404. Obrigado pelo comentário detalhado.
Entendo perfeitamente o seu ponto de vista e, honestamente, ele reflete a ansiedade de muitos profissionais que viram a transição brusca de 2023 para cá. O seu apego à segurança, escalabilidade e manutenibilidade é louvável e, no modelo mental antigo, estaria 100% correto.
Mas percebo no seu tom uma resistência que vai além da técnica: é a dor de ver a 'arte' de codar se tornar uma commodity. Chamar a eficiência da IA de 'desleixo' ou 'muleta' soa como um matemático que critica o uso da calculadora porque 'é preciso saber fazer a conta no papel'.
A grande virada de chave de 2026 não é ignorar a qualidade, mas sim quem é o responsável por ela. Quando digo que 'tanto faz a linguagem', é porque a capacidade de refatoração da IA hoje é instantânea. A 'dívida técnica' que você teme pagar no futuro é quitada em segundos com um novo prompt. O medo da 'caixa preta' é natural, mas se apegar ao controle manual de cada linha de código hoje é escolher andar de carruagem numa rodovia de carros autônomos por puro saudosismo.
O mercado mudou. A senioridade hoje é sobre orquestrar soluções, não sobre orgulho artesanal de sintaxe. Abraço!