Executando verificação de segurança...
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Não sei exatamente se você está falando especificamente de você, ou de maneira geral. Pelo o tom, parece geral...

O prompt virou a nova high-level language.

Não exatamente. Tem tanto post bom por aqui sobre é uma péssima ideia delegar tudo para IA neste momento. Uma rápida pesquisa você encontra.

Se o código está em PHP 8.4 ou num runtime obscuro de JS, honestamente? Tanto faz, desde que a latência esteja baixa.

Lamentável essa afirmação. Aceitar qualquer coisa cuspida por IA e se preocupar se roda ou não em baixa latência é desleixo. No futuro com certeza será necessário dar manutenção nisso, e obviamente é muito mais difícil dar manutenção em algo rodando que criar algo.

Considere agora que o produto roda usando uma tecnologia aleatória, onde não se sabe se há brechas de segurança, se é escalável, se isso sequer vai continuar existindo!

Talvez alguns pensem: Pede para a IA dar manutenção nesse código que ela mesma criou, que é praticamente jogar roleta russa com IA para qualquer negócio sério.

Ser Full Stack significava saber centralizar uma div no CSS e configurar um banco Postgres. A gente gastava horas ajustando padding no Tailwind ou brigando com Webpack.

Isso tem de ser no sentido figurativo, pois não é possível que seja uma afirmação séria.

Em 2023, a senioridade era medida pelo quanto de "decoreba" técnica você tinha acumulado sobre as idiossincrasias do JavaScript ou do gerenciamento de memória.
Em 2026, a senioridade é medida pela sua capacidade de formular o problema.

Desde os tempos antigos que "senioridade" era medida por formular solução para problemas. Sempre foi, e sempre vai ser.

Outro ponto é que o papo de junior, pleno e senior é uma outra falácia criada. Um junior trabalhando no google deve valer por mais do que 100 seniors auto proclamados por ai. É uma métrica tão abstrata e impreciso.


O problema não é IA. Como você disse é uma mão na roda em diversos casos. Só há tantos problemas em usar isso como moleta. Esse problema só vai se manifestar conforme os anos se passam.

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Olá, Programmer404. Obrigado pelo comentário detalhado.

Entendo perfeitamente o seu ponto de vista e, honestamente, ele reflete a ansiedade de muitos profissionais que viram a transição brusca de 2023 para cá. O seu apego à segurança, escalabilidade e manutenibilidade é louvável e, no modelo mental antigo, estaria 100% correto.

Mas percebo no seu tom uma resistência que vai além da técnica: é a dor de ver a 'arte' de codar se tornar uma commodity. Chamar a eficiência da IA de 'desleixo' ou 'muleta' soa como um matemático que critica o uso da calculadora porque 'é preciso saber fazer a conta no papel'.

A grande virada de chave de 2026 não é ignorar a qualidade, mas sim quem é o responsável por ela. Quando digo que 'tanto faz a linguagem', é porque a capacidade de refatoração da IA hoje é instantânea. A 'dívida técnica' que você teme pagar no futuro é quitada em segundos com um novo prompt. O medo da 'caixa preta' é natural, mas se apegar ao controle manual de cada linha de código hoje é escolher andar de carruagem numa rodovia de carros autônomos por puro saudosismo.

O mercado mudou. A senioridade hoje é sobre orquestrar soluções, não sobre orgulho artesanal de sintaxe. Abraço!

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O seu apego à segurança, escalabilidade e manutenibilidade é louvável e, no modelo mental antigo, estaria 100% correto.

Esta dizendo que não é mais necessário se preocupar com estas questões?

Mas percebo no seu tom uma resistência que vai além da técnica: é a dor de ver a 'arte' de codar se tornar uma commodity. Chamar a eficiência da IA de 'desleixo' ou 'muleta' soa como um matemático que critica o uso da calculadora porque 'é preciso saber fazer a conta no papel'.

Eu uso IA no meu dia a dia, só não peço para que não faça nada por mim, e sim auxilie em pequenas coisas que tem grande impacto como procurar para mim na vasta documentação um método ou conceito que eu preciso naquele momento. Levaria horas só para eu encontrar o material para ler, e isso tem me ajudando bastante a economizar tempo.

Eu não sou contra IA, pois como eu disse acima, eu utilizo ela bastante. Não tenho medo de IA, pois com IA ou não eu garanto que o problema será resolvido mesmo que eu saiba zero coisas sobre X. Basta eu ir atrás.

Outro ponto é que a eficiência da IA não entra em questão aqui. Isso é tópico técnico para quem desenvolve modelos de inteligência artificial, que não é o meu caso. O desleixo que eu mencionei é o no modo de usar a ferramenta. Isso não se aplica somente a IA.

O mercado mudou. A senioridade hoje é sobre orquestrar soluções, não sobre orgulho artesanal de sintaxe.

Concordo contigo, mas não foi hoje que isso aconteceu. Linguagem de programação tem validade, sempre teve. Eu particularmente não ligo para sinxtaxe. Tanto que eu aprendo as coisas em Rust. Pego livros de C++ ou qualquer outra linguagem e traduzo para Rust pois o que eu estou aprendendo não é a sintaxe é o conceito que atravessa o tempo. Sintaxe para mim = vale nada. Qualquer uma serve para aprender conceitos. Para projetos sério a que resolve o teu problema é a melhor. Por isso Cobol ainda tem seus usos de nicho.

A 'dívida técnica' que você teme pagar no futuro é quitada em segundos com um novo prompt

A dúvida técnica que eu temo é alguém me perguntar como estrutura algo usando uma estrutura de dados abstrata ou um algoritmo como Breadth-first search e eu não saber o que é. Como você pode algo para IA fazer se você sequer sabe o que é? É que nem escrever e ler. Não da para escrever sem saber ler pois como vai saber o que está escrevendo?

Tecnologia é mais abstrato do que muitos pensam.

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Programmer404, a relevância do seu comentário confirma o quanto a nossa área ainda valoriza e, com razão, a base técnica sólida. Entendo perfeitamente que pareça perigoso delegar a 'arquitetura' para a IA.

Mas o ponto central do artigo é sobre onde o valor é gerado hoje.

Você citou o exemplo de saber implementar uma 'Breadth-first search' (BFS). Antes de 2023, saber como escrever esse algoritmo diferenciava o júnior do sênior. Hoje e daqui pra frente, a barreira técnica da implementação caiu a zero. O algoritmo a IA escreve, testa e otimiza em segundos.

O diferencial agora não é saber codar a BFS, mas saber identificar que o problema de negócio exige uma busca em largura e pedir isso corretamente. É aqui que entra o contraste que mencionei:

Hoje, um profissional com um curso de 'Engenharia de Prompt' (que saiba descrever requisitos, restrições de segurança e lógica de negócio com precisão) entrega um software funcional muito mais rápido do que um Bacharel em Ciência da Computação que tenta escrever cada linha na mão 'para garantir'.

O mercado paga pelo resultado (o software rodando, seguro e escalável), não pelo suor ou pelo método usado para criá-lo. Se a IA entrega o código com a latência baixa e sem brechas (porque foi bem 'promptada'), o cliente não se importa se o programador sabe o que é um ponteiro de memória ou não.

A segurança e a escalabilidade continuam essenciais, concordo plenamente. A diferença é que antes elas dependiam da minha memória; hoje elas dependem da minha capacidade de auditoria e direção. O 'saber pedir' virou a nova faculdade.