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Eu quase virei dependente do Claude

Eu quase virei dependente da IA pra programar. Aí mudei uma coisa simples.

Tem uns meses que reparei num padrão preocupante em mim mesmo: toda vez que travava num problema, abria o chat de IA, descrevia o que precisava, colava o código que ela me dava, rodava, funcionava — e seguia pra próxima tarefa.

Rápido. Eficiente. E eu não estava aprendendo nada.

Trabalho com um código legado em PHP, bem customizado, e em vários momentos a IA simplesmente não tinha contexto suficiente pra resolver direito. Foi aí que a ficha caiu: eu também não conseguia resolver sozinho. Tinha desaprendido a pensar no problema antes de pedir a resposta.

A virada foi pequena, mas mudou tudo. Comecei a trocar "escreve isso pra mim" por "quais são as formas de fazer isso, e os trade-offs de cada uma?". Antes de pedir o código, peço o entendimento.

Custa uns minutos a mais em cada interação. Mas esse conhecimento fica — e no problema seguinte eu já chego sabendo mais, em vez de abrir o chat de novo do zero.

Fui anotando esses padrões: as perguntas que realmente ensinam, como transformar um erro de debug em aula em vez de só consertar no escuro, e as armadilhas que prendem quem estuda só colando código.

Não é curso de linguagem nenhuma. É sobre usar a ferramenta sem que ela vire muleta.

Deixo aqui pra quem se identificar: https://hdfreitas.github.io/ia-como-professor/

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Quando a claude proibiu o uso dela no opencraw e outras ferramentas deixou claro que o intuito das grandes IAs é aprisionar o usuário em seu conjunto de ferramentas. Porque a cada lançamento modelos open sources se aproximam cada vez mais das grandes empresas. Se todos usarem as mesmas ferramentas e as IAs tiverem capacidade similares as pessoas vão querer a IA mais barata afundando todo o mercado das grandes empresas