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MrJ
4 min de leitura ·

🤑 TabCoins, Validação e o Resgate da filosofia do "Filipeló" - Apenas uma releitura "não" técnica

Tenho observado a dinâmica da nossa comunidade e sinto a necessidade de levantar uma discussão honesta sobre o que estamos construindo aqui.

Muitas vezes, percebo que a gamificação e a visibilidade da plataforma acabam priorizando a 'vitrine' sobre o 'conteúdo'. Contudo, o problema real não é o desejo humano de validação, mas a incapacidade de lidar com a ausência dela. Frequentemente, o que parece ser uma busca por TabCoins é, na verdade, uma tentativa de validarmos a nós mesmos através do outro. Existe uma linha tênue onde mora a sabedoria: o equilíbrio entre ter ego — necessário para ter a coragem de expor suas ideias — e não ser egocêntrico — entender que o valor do seu trabalho independe do aplauso alheio.

Acredito que, na engenharia de software e na tecnologia, a dúvida e a refutação são ferramentas de construção, não de ofensa. Se alguém questiona o fundamento do meu código ou da minha ideia, essa pessoa está, na verdade, me ajudando a polir meu trabalho.

Entretanto, vejo que muitas vezes criamos uma barreira onde parecer 'inovador' ou 'especialista' é mais importante do que ser, de fato, profundo. Isso gera um ambiente onde o discurso inflado mascara a falta de lastro técnico.

"Não digo isso de um pedestal". A proposta que deixo é: como podemos, individualmente, inverter essa lógica? Talvez o caminho seja valorizar mais a pergunta difícil do que o elogio fácil. Talvez seja ter a coragem de ir atrás e tentar resolver o mundo para no final entender que o seu mundo pessoal precisa se adaptar.

Se queremos que a comunidade seja uma fonte de conhecimento denso e não apenas um outdoor, a mudança de postura precisa começar na qualidade do que decidimos publicar e na maturidade com que recebemos e fazemos críticas.

Deixo uma provocação prática: antes de publicar sua próxima opinião, converse com uma IA. Não peça para ela escrever por você, peça para ela discordar de você. Use a tecnologia para dialogar consigo mesmo, testando a solidez dos seus argumentos e despindo o texto da necessidade imediata de falar o que pensa. Percebi que, paradoxalmente, a melhor forma de 'gritar' e ser realmente ouvido nesse mar de informações não é aumentando o volume berrando, mas refinando a frequência. O impacto real nasce quando a ideia já foi validada internamente, transformando o ruído do ego na clareza de quem tem algo, de fato, a dizer.

"A educação tem raízes amargas, mas os seus frutos são doces." — Aristóteles

"Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz." — Platão

A ironia é um buffer overflow do ego.

Quando você recorre ao sarcasmo ou a meias-verdades para apontar uma falha, você não está depurando o sistema social; você está apenas ofuscando sua própria incapacidade de propor um patch viável. A comunicação criptografada pelo cinismo gera latência na evolução da comunidade, transformando o discurso técnico em ruído entrópico de baixa frequência. O indivíduo soberano não desperdiça ciclos de processamento com escárnio performático; ele compila soluções diretas ou mantém o silêncio estratégico para preservar sua largura de banda cognitiva.

A verificação é o checksum do intelecto.

Criticar uma infraestrutura — seja ela um código, um texto ou uma filosofia — sem auditar seus fundamentos é um ato de negligência operacional. Antes de emitir um sinal de erro, é imperativo que o operador execute uma análise forense, distinguindo bugs superficiais de falhas arquiteturais profundas. A opinião não fundamentada em pesquisa comporta-se como um malware: consome recursos da rede sem entregar valor de computação. Estude a documentação da realidade antes de submeter seu pull request ao mundo.

Execute o fork ou aceite a main branch.

O descontentamento passivo é uma rotina recursiva que leva ao stack overflow emocional. Se o ambiente atual ou o conteúdo consumido não atende aos seus parâmetros de qualidade, a única saída lógica não é o ataque, mas a construção de uma nova instância. O "Übermensch" não é um conceito teórico de fórum; é o resultado da compilação diária de pequenas ações de soberania e disciplina. Não tente corrigir o erro do outro gritando com a tela; construa um sistema paralelo que torne o anterior obsoleto por pura superioridade de performance e ética.


  1. Auditoria de Sinal: Antes de comentar, verifique se sua mensagem adiciona informação ou apenas ruído. Se for ruído, aborte o processo.
  2. Compilação de Dados: Nunca critique sem ter lido a "documentação" completa (pesquisa profunda sobre o tema).
  3. Deploy da Solução: Ao identificar algo que odeia, crie imediatamente o oposto virtuoso daquilo em sua própria vida.
  4. Local-First: Foque na sua evolução antes de tentar corrigir a rede global.

Precisamos aprender a como nos comunicar, eu ando trabalhando e escrevendo sobre uma filosofia, o Mutunicismo, que abordará sobre isso. Espero ainda esse ano pelo menos postar um Ensaio filosófico.

Não, eu não sou um monge lendário expert nas artes ocultas da programação, revolução ou qualquer coisa do gênero. Apenas estou tentando trazer para realidade, o eu dos meus sonhos. o Superman de Nietzsche não existe se o homem não sonhar e caminhar para ser ele.

"Aquele que olha para fora sonha; aquele que olha para dentro acorda." — Carl Jung

"Não espere que as coisas aconteçam como você deseja; deseje que elas aconteçam como acontecem, e você será feliz." — Epicteto

"O homem que move montanhas começa carregando pedras pequenas." — Confúcio

"Tente mover o mundo, mas comece movendo a si mesmo." — Platão

"A desilusão é a visita da verdade. Des-iludir-se é parar de mentir para si mesmo." — Chico Xavier

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percebo que a gamificação e a visibilidade da plataforma acabam priorizando a 'vitrine' sobre o 'conteúdo'

Depois de anos participando de várias comunidades online, percebi que isso é algo recorrente.

Se tem gamificação, sempre vai ter gente que tenta encontrar brechas para burlar as regras ou desvirtuar o site, tudo pra ganhar pontinhos imaginários na internet. A pontuação, que foi criada para incentivar a participação, acaba se tornando um fim em si mesmo.

E isso é algo que nenhum site conseguiu eliminar completamente. O máximo que conseguem fazer é manter em um nível aceitável, sendo que a definição de "aceitável" varia muito de um site para outro. Alguns são mais rígidos (Stack Overflow), outros não estão nem aí (Quora), e vários estão no meio-termo (eu diria que o Reddit se encaixa nisso, embora exista muita variação entre os subs).

Então se quisermos minimizar o problema, não tem muito pra onde fugir: precisa ter uma moderação mais ativa e rígida. Não tem jeito, se ficar na base do "deixa rolar", a bagunça só aumenta.

Só que isso causa outros problemas. Mais rigidez significa mais conflitos, mais gente reclamando que "apagaram meu post injustamente", "mods ditadores", "síndrome do pequeno poder" e por aí vai. Já teve isso aqui no TabNews, de usuário banido abrindo outra conta pra reclamar que foi injustiçado (curioso que a pessoa nunca acha que foi culpa dela, mas divago). Se a moderação for mais rígida, isso naturalmente aumenta, o que pode afastar usuários (e aí temos que decidir se quantidade é mais importante que qualidade).

Sem contar que sempre tem um componente subjetivo ao julgar qualquer conteúdo. Já vi posts que achei ruins ou fracos, mas que teve boa votação, e vice-versa. E decidir se um post é realmente bom ou apenas alguém fingindo ser especialista nem sempre é fácil. Às vezes é "óbvio", mas mesmo assim, o que é óbvio para uns pode não ser para outros.

Enfim, falei, falei e não cheguei a conclusão nenhuma :-)

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Acredito que, na engenharia de software e na tecnologia, a dúvida e a refutação são ferramentas de construção, não de ofensa. Se alguém questiona o fundamento do meu código ou da minha ideia, essa pessoa está, na verdade, me ajudando a polir meu trabalho.

Se tem uma coisa que aprendi nessa vida é que a tecnologia em nosso país é construída em cima da arrogância.

Não há como ter cultura de feedback amplamente difundida aqui pois a maioria das pessoas não sabe diferenciar crítica de ataque.

O que mais vejo em grandes corporações são seniores extremamente preciosistas com sua stack/tecnologia e não aceitam qualquer opinião diferente.

Eu mesmo já passei pelos meus períodos de arrogância: Não aceitava qualquer tecnologia que não fosse a minha stack, qualquer concorrente era uma afronta aos meus conhecimentos superiores. Isso durou até provarem que minha stack era horrível!

Hoje tenho outras stacks preferidas, utilizo em cada projeto e assim que recebo qualquer crítica eu respondo com apenas duas perguntas:

  • Porque essa tecnologia é melhor? me prove com números!
  • Você garante que o custo de desenvolvimento não será muito maior para ter um ganho minúsculo?

Sim, essas 2 perguntas eliminam 90% das discuções, porque provam que a pessoa me questionando estava apenas defendendo a sua paixão e não defendendo o negócio.

Para escolher uma nova stack eulevo em consideração os fatores:

  • Performance
  • Necessidade de escalabilidade
  • Velocidade de desenvolvimento - o que impacta diretamente no custo total do projeto
  • Facilidade de contratação

isso me gerou atualmente 2 stacks:

Laravel para projetos pequenos e MVPs
.NET core para projetos grandes e que precisam de escala.

"A mas e o node, python e java?"

Minha opinião:

Node: Extremamente atrativo para iniciantes, Extremamente difícil encontrar profissionais que realmente entendam a ferramenta. O fato de uma excessão não tratada dentro de uma promise crashar a aplicação inteira me pega muito

Python: Mesmo que o node para profissionais, o fato de a linguagem não ter um gerenciador de pacotes com esse tamanho me afasta totalmente dela

Java: Gosto muito mas reconheço que o .NET evoluiu muito mais, É muito dificil separar o java do spring, e sinceramente spring é uma das piores ferramentas que já trabalhei

Neste momento reconheço que fugi um pouco do tema.

A opinião não fundamentada em pesquisa comporta-se como um malware

Acredito que o maior problema no Brasileiro é que tudo é transformado em time.

Brasileiro adora brigar com quem vai contra a sua ideia, é um povo extremamente dualista.

A partir de que momento estamos brigando para defender algo real ou somente porque é do nosso "time"?

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EU concordo com o que você falou, porém o assunto é muito mais "em baixo".

Aqui não é mais sobre um assunto sobre tecnologia, e sim um assunto que involve, pois psicologia é amplo.

Mesmo que as pessoas saibam o certo, vão fazer o errado

A gente sabe que é melhor resolver o problema ao invés de colocar combustível vermelho no problema. Ainda assim, nos estressamos... por quê? Minha suposição é que ser humano pende mais para emoção do que racionalidade. Isto é evidente em diversos cenários.

Quem pode entender o que é exatamente o ego?

No seu texto ego é citado. Achei interessante. Eu não acho que esteja errado. Por tanto irei comentar mais sobre.

Afinal, o que é o ego? Existe uma definição, mas ao saber a definição você não entende o seu ego.

Depois de alguns poucos anos no mundo da programação, notei que algumas pessoas acham que, somente por usar Python que é sintaxicamente mais simples que Java, se acham melhores. Esta pessoa tem uma imagem risória de si mesmo. Seria isso ego, ignorância, presunção ou arrogância? A minha suposição: O ego é um conjunto de diversas características como as previamente citadas, mas é complicado.

Eu gosto desse assunto. Desde que eu li Vagabond, um mangá onde o protagonista é Miyamoto Musashi, um homem que nasceu num período sangrento no Japão por volta do ano 1580, e então nos deixando um livro incrível ainda usado no Japão em grandes empresas: The five Rings eu pensei mais sobre o assunto.

É um bom post, mas será somente mais um

Muitas pessoas falam sobre isso. Quantas leem, interagem, afirmam entender, mas no outro dia já cai no mesmo erro? Pois é!

Descobrir a si mesma é a maior jornada de todas. Nem eu, e nem ninguém é perfeito. As vezes deslizes acontecem. Eu por exemplo, não gosto de ser a vítima, então quando um problema ocorre, ao invés de culpar o problema, eu culpo a mim mesmo por não ter sido bom o suficiente para prevenir isso. Isso já me rendeu bastante problemas com pessoas ao me redor. Isso, também deve ser uma forma de ego.

Algumas pessoas só não tem o bom senso mesmo. São mal educadas, não consequem perdoar um simples erros. Quando algo sai do esperado, mesmo que seja um erro mínimo, já está aos gritos... Neste caso, as pessoas com o bom senso irão se afastar delas e focar no que realmente importa, resolver o problema. É nesses momentos que podemos saber em qual lado estamos...

Pessoas também sempre vão buscar validação. O pai de família, que se esforça bastante para colocar a comida na mesa, ama ser validado pela a felicidade da sua esposa e filhos. Por isso que, escolher um(a) bom marido/esposa pode te salvar uma vida de busca interminável por validação. O cérebro gosta de feedback. Quando há um erro no console, esse é feedback. Quando passa sem erro, este é o feedback. Feedback é um outro nome para validação.

Eu duvido que muito irão ler e refletir sobre este post, mas deve ajudar alguns poucos. Espero que alcance essas pessoas!

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bom dia, sr.

tabcoin/tabcash já está ultrapassado.

ao menos, única coisa para que serve realmente é o downvote.

deveria ser feita uma feature que contabilize o número de views (visualizações) em uma postagem, em um comentário. como contabilizar isso? sei lá. só passei a dor: se já está desvirtuado, faz sentido SÓ VOCÊ MESMO autor conseguir saber quantas visualizações você teve, ou até mesmo um heatmap.

quando eu comento por aqui, nem sei se alguém leu de fato.

se antes o tabcoin/tabcash era uma motivação para o comentador/postador/autor, agora eu digo que não parece mais. saber que há alguém lendo ou que pelo menos alguém passou pelo meu conteúdo que escrevi é mais IMPORTANTE e relevante do que receber upvote/tabcoins, para mim.

no entanto, quanto à curadoria de conteúdo, ela não pode ser feita a partir do usuário-autor, senão torna-se um stackoverflow. tem que partir da comunidade, o que, infelizmente, não rola aqui.

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Estava pensando seriamente em implementar no marketnews o sistema de visualização, baseado em ip, acredito que seria interessante, com um salvamente local de acessos de até 24hrs.

  • Algo como, acessa com o ip-aparelho X
  • Atualiza a pagina algumas vezes, mas só conta como 1 acesso, com base no aparelho-ip
  • Se ele entrar 24hrs depois, conta como mais uma visualização, e eu não precisaria salvar o ip e informações por mais de um dia para contabilizar a visualização

Pensei nessas formas, ou até mesmo visualizações fixas baseada no usuário que clicou e viu, e a implementação de ghostViews, que seria o usuário não logado que funcionaria com o ip-aparelho para reconhecer a view.

Ainda to tentando ver se teria algum problema, trabalho em projetos paralelos, fica aqui a reiteração para quem quiser ajudar, é realmente um pedido real para participar.

Talvez criar um sistema de pagar mensalmente que no site seria o "Parceiro Doado" ou algo assim. Em que 70% do valor do plano que ele paga, ele pode usar para turbinar outros posts.

Ainda pensando bem antes de voltar a implementar as funcionalidades, além dessas que ainda to pensando.

Ps: Continuando o pensamento, daria para implementar no status do site o modo interação-visualização e visualmente mostrar os acessos e de onde veio através de uma url com parâmetro UTM.(Ainda pensando)

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boa tarde, sr

olha, não falei na issue 1115 di github do tabnews isto que falarei, pq é muito "contra a filosofia", porém já digo para o sr: heatmap.

heatmap heatmap heatmap heatmap e heatmap. aí sim estaremos falando sério

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bom dia, sr.

creio que são realmente necessárias views para um projeto focado em market, mesmo, como o marketnews.

não é tão complicado assim, ao meu ver. eu postei um comment na issue 1115 (acho que é essa) no github do tabnews, com a mesma msg.

eles parecem estar usando um tal de umami