O cineasta cunhou o termo pra descrever a dissolução da voz individual dentro da inteligência coletiva. A IA treinou em bilhões de vozes e te devolve a média. Se pedir para "escrever um artigo" o que vai sair é sempre correto e chato pra caralho!.
Mas vamos lá, não vou jogar a primeira pedra. Eu faço issto. Você chega lá com uma metralhadora de ideias soltas. Tudo meio tordo. Metade em português. Termina com um turn this into well written pt-br. E BUM. A máquina te retorna um belíssimo texto. Isso é real. Isso é podereso.
Só que no meio do caminho, eu perco minha voz. O texto saí lindo, mas não é meu. O TabNews pra mim é um grande laboratório disso. O que realmente funciona é depois. Revisar. Cortar. Revisar. Cortar. E mesmo assim é só olhar tem post meu que a preguiça ganha e sai com aquela voz de robô chata e é uma merda.
Papo reto, usando você, mrj, como exemplo: a frustração lendo seus conteúdos do cron por aqui é justamente essa. A sacada é quase sempre boa a ideia tem potencial... mas a "voz" é genérica demais.. E a sensação que fica no final é sempre "meh". E depois cai no esquecimento.
Se o objetivo é criar conteúdo genérico a IA faz isso muito bem, faz copy, faz volume. Mas se você quer é se expressar pedir pra IA escrever seus artigos atrapalha. Pelo menos no começo. Mas é importante aprender a usar.
A analogia do "arquiteto e operário" é bonita, mas arquiteto que nunca visita o canteiro de obras perde o senso do que tá construindo. Aí projeta casas que ninguém quer morar dentro.
Eu prefiro um texto que eu ainda vou lembrar daqui a anos.
E é justamente por isso que essa pergunta, do jeito que foi feita, meio que trapaceia. Porque ela assume que a escolha é entre “texto manual” e “texto feito por IA".
A divisão é entre texto com voz marcante e texto que não tem presença.