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Estava lendo isto https://www.tabnews.com.br/IvanPSG/tcc-traumatico-panejamento-excessivo-e-possivel-cura e resoplvi responder aqui.

Estou vendo muito burnout. Por coincidência, ou não, vi uma estatística que cresceu 800%. Até com situações mais fáceis de diagnosticar está havendo muito diagnóstico exagerado.

Vejo aparecer muito caso de pessoas efetivamente diagnósticadas com TDAH, sendo que a pessoa não tem problemas de capacidade executiva, ela chega contar como desvantagem algo que é vantajoso. Se fala desse exagero, também Autismo e outras questões mentais que estão aumentando porque as pessoas procuram diagnóstico, também tem aumento de casos e nem vou falar o poruê já que é algo polêmico e só uma parte dos casos tem um motivo claro, e tem o aumento porque os critérios mudaram e finalmente tem mais casos porque está se criando uma indústria de diagnósticos que é muito do interesse de quem faz o diagnóstico e até de quem recebe.

Agora imagine burnout como tem dianósico errado, como é fácil a pessoa induzir o diabnóstico porque ganha algo com isso. É claro que tem casos reais e está aumentando de forma legítima, mas tem casos de ser erro, proposital ou não.

Desconsiderando a fraude, ocorrida de várias formas e por vários intetesses, o aumento acontece porque as pessoas estão "crescendo" de forma diferente do passado e que coloca a pessoa em situação vulnerável. Também não vou entrar em detalhes para evitar polêmica, até porque é mais complexo do que eu poderia colocar aqui, mas a formação das pessoas tem algo muito errado.

A vacina funciona (vixi tem gente que verá autismo e vacina no mesmo texto e entender tudo errado :D) colocando a doença na pessoa, assim o organismo aprende como se defender (tem vacinas que funcionam de forma diferente). O mental funciona assim também, você precisa passar por algo ruim para se preparar para a dificuldade que é a vida. As pessoas estão sendo superprotegidas e não sabem lidar com essas dificuldades.

Note que burnout acontece em empregos, escola, redes sociais e outras formas. Então nem sempre é um ambiente tóxico, que é a resposta mais simples e fácil de dar. A pessoa despreparada sofrerá porque não "tomou a vacina", tudo está forçando a pessoa de forma exagerada. Mas sempre foi assim e as pessoas não tinham burnout. Claro que tem casos que não eram diagnosticados antes, mas isso não explica o aumento tão grande.

Burnout ocorre muito porque a pessoa está insatisfeita com o que está realizando. Muitas vezes por não estar realizando. Isso ocorre mais quando a pessoa só quer trabalhar ou exercer outra atividade por obrigação (de ganhar dinheiro), ou porque ela se impôs ganhar muito dinheiro com o trabalho, fazendo o ganho financeiro o objetivo, mesmo fazendo algo que não gosta. E as pessoas estão fazendo isso com mais frequência. As pessoas procuram trabalhos que pagam bem, que têm emprego fácil e que elas não gostam.

As pessoas estão tendo burnout por si próprias apenas fazendo algo pra si mesmo.

Redes sociais fizeram isso ser mais concreto. A IA está fazendo e fará mais estrago nesse aspecto. Até poderia fazer um texto muito maior só falando dessa questão da IA atrapalhar de maneiras novas e que quase ninguém está percebendo. E como sempre, eu não falo isso porque sou um gênio, eu estou pegando informações de quem é autoridade sobre isso e torcendo para elas estarem certas, ainda que eu só ouço quem tem mais que uma opinião.

Estamos vivendo uma epidemia onde as pessoas não estão preparadas para a pressão, até de si própria, que a pressão natural está acontecendo cada vez mais. Note que não estou falando de pressão indevida, é uma reação desproporcional.

Nem entrei na questão das pessoas que estão com burnout por autodiagnóstico e que pode ser coincidentemente correto ou é falso. E não estou dizendo que se passar por um profissional de saúde ele vai acertar no diagnóstico.

Então ou "crie casca" ou faça só o que te agrada e assuma as consequências dessa escolha. Isso já evita o burnout. Expectativas irreais causam burnout.

E como existe ambiente tóxico de verdade, embora as pessoas chamem de tóxico algo que é o normal, a pessoa precisa se preparar para conseguir estudar ou trabalhar em ambientes decentes, porque senão, no fundo, a pessoa está se autoinfligindo o burnout.

Cada um pode ter uma experiência diferente, eu tenho essa depois de passar por alguns burnouts ocorridos por várias formas, e até mesmo alguns não serem bem burnout. Não foi fácil lidar com isso e outras questões mentais de forma apropriada.

S2


Farei algo que muitos pedem para aprender a programar corretamente, gratuitamente (não vendo nada, é retribuição na minha aposentadoria) (links aqui).

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O ponto sobre a "vacina" faz sentido na teoria, mas tem um detalhe que complica: a pressão hoje é quantitativamente diferente. Não é só despreparo emocional, é que o volume de estímulos, decisões e comparações por dia é de outra ordem.

Concordo que autodiagnóstico virou um mecanismo de identidade pra muita gente. Mas isso não anula os casos reais que eram simplesmente ignorados antes por falta de nome.

O que me parece mais central no tech especificamente é o que você citou: fazer o trabalho por dinheiro sem ligação com o que produz. Aí até um ambiente saudável vira peso com o tempo.

Curioso saber: você tem visto diferença na forma como tech lida com isso comparado a outras áreas? Pela minha experiência, parece que tech tem mais incentivo a romantizar a exaustão.

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A gente nunca sabe bem sobre outras áreas. Sabe quando aparece um ingênuo desgostoso com alguma atitude específica e vem logo dizendo que nossa área é a pior em ter gente arrogante? Pois é, muitas áreas isso acontece, a pessoa está vendo que nossa lama é mais suja que a dos outros, que é um complemento do "a grama do vizinho é sempre mais verde".

Claro que tem sim uma pressão na nossa área. Não a toa que já teve pesquisa que indicou ser a área mais estressante, muito mais que médicos, policiais e outras que seria mais intuitivo. Professor era o segundo lugar, que também pega as pessoas de surpresa, e eu acho que algo "mais recente" (últimas décadas).

Porém o meu ponto é justamente esse, a escola era muito "pesada" e exaustiva, posso afirmar isso com clareza, e a geração anterior à minhaera pior ainda, mas o burnout na escola acontece muito mais agora. Então eu concluo que tem muito caso, assim como tem casos contrários, boa parte do burnout no trabalho também é individual.

O assunto caberia muito mais aprofundamento, mas gastaríamos muito tempo.

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O raciocínio faz sentido, mas tem uma variável que complica: o ambiente também mudou junto com a geração. A escola ficou mais exaustiva de maneiras diferentes: mais cobrança por performance, comparação constante via redes, menos margem pra falhar sem consequência visível.

Então quando o burnout na escola aumentou com a geração nova, não sei se dá pra atribuir ao indivíduo ou ao ambiente ter ficado objetivamente mais hostil.

O que me preocupa no argumento 'é individual' é que ele costuma ser usado pra não mudar o ambiente. Aí vira ciclo: empresa pressiona, pessoa cede achando que é resiliência, até não conseguir mais.

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Não, a escola não ficou nem um pouco exaustiva, está absurdamente mais tranquila. A comparação via redes é um problema pessoal, não da escola. A cobrança está maior na China, Coréia, etc. Aqui o burnout na escola é uma "escolha" do indivíduo.

Claro que pode ser usado como argumento para não mudar o ambiente, mas tem também casos que o ambiente não é o problema e as pessoas, muito, pedindo alteração de ambientes que já são saudáveis, por exemplo na escola, como demostrado. Na verdade a escola não está saudável ao contrário, está se cobrando tão pouco que precisamos olhar para países nórdicos, tigres asiáticos, etc. Mas eu sei que não vai acontecer, ainda mais com governos populistas que são muito populares, gerando o ciclo de não mexe em nada.

Culpar o ambiente frequentemente é usado para a pessoa não mudar a si própria.

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Mahatma Gandhi