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O momento em que quase abandonei o BloodLink

Teve um ponto no desenvolvimento onde eu parei por duas semanas.

Não foi um bug impossível. Não foi falta de tempo. Foi aquela sensação de que o projeto não ia a lugar nenhum e que eu estava construindo algo que ninguém usaria.

O que causou isso

Eu tinha o produto funcionando tecnicamente mas não tinha nenhum usuário real. Toda vez que eu abria o sistema era eu mesmo testando. As campanhas eram minhas. As candidaturas eram minhas. Os emails chegavam para mim.

É difícil manter motivação quando você não tem feedback externo. O produto pode estar ótimo ou cheio de problemas e você não sabe porque está dentro da bolha.

O que me fez continuar

Uma coisa pequena: mostrei para um conhecido que trabalha em hospital. Ele ficou cinco minutos usando sem orientação. Criou uma campanha fictícia, se candidatou como doador em outra aba e verificou se as notificações chegavam.

No final falou: "isso faz sentido, a gente realmente usa grupo de WhatsApp hoje".

Não era elogio. Era confirmação de que o problema era real.

O que aprendi sobre motivação em projetos solo

Feedback externo, mesmo que pequeno e informal, tem um peso desproporcional. Uma pessoa real usando o produto por cinco minutos vale mais do que semanas de desenvolvimento no vazio.

Se você está num ponto parecido com algum projeto: mostra para alguém. Não para validar o produto. Para lembrar por que você começou.

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Faz sentido, quando você não faz parte da pool de usuarios principal do projeto é muito mais dificil manter a motivação para continuar o desenvolvimento. Sinceramente a sua é uma ideia incrivel mas sem alguem usando a motivação é praticamente zero já que o serviço depende de usuarios externos pois não é algo que no pior caso você vira o unico user, o seu modelo depende de usuarios criando campanhas e outros se cadastrando para doar. Parabens pelo bom trabalho e que continue.

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Exatamente isso. Diferente de um SaaS normal onde você pelo menos usa a própria ferramenta, o BloodLink precisa de duas pontas ao mesmo tempo: alguém criando campanha e alguém disponível pra doar. Sem os dois, o loop não fecha nem pra teste.

O que me tirou do buraco foi parar de esperar o produto ficar pronto e começar a documentar o processo. A motivação veio de outro lugar. Mas o problema que você levantou continua sendo o real desafio quando for pra produção de verdade.

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Eu acho seu projeto muito promissor então com o marketing adequado acredito que conseguirá uma boa base de usuarios, mas isso da motivação é realmente bem complicado, um SaaS de automação no whatsapp se não deslanchar tu pelo menos consegue usar solo mas nesse caso é realmente 2 pontas, se uma não usar o aplicativo não funciona, se tiver doadores se cadastrando e não tiver campanha fica inutil e se tiver campanha mas não tiver doadores continua inutil é realmente obrigatorio conseguir juntar essas duas pontas.

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É exatamente isso. O problema de duas pontas é o mais difícil de resolver porque nenhum lado tem incentivo para entrar antes do outro já estar lá. Estou pensando em estratégias para quebrar esse ciclo, mas ainda não tenho a resposta ideal. O que você faria nessa situação?

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Eu iria nos hospitais oferecendo o cadastro de forma facil e gratuita, os doadores precisam de campanhas então o hospital tem que entrar primeiro mas se ele tiver que fazer algo que é incerto do retorno ele não vai fazer. Depois focaria em campanhas de anuncio por conseguir filtrar relativamente bem (não tão bem assim já que a meta tá meio esquisita) para encontrar os doadores, sim é um gasto a mais porem sem um boot é muito dificil esse sistema rodar. Se esse boot der certo o hospital vai bater a meta de doação e vai ter um incentivo pra usar novamente seu serviço e quanto a parte dos doadores acho que teria que ter um mecanismo de emails para avisar caso apareça uma nova campanha proxima a ele (faz tempo que li sua postagem sobre o bloodlink então não lembro se já tem esse mecanismo)

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Faz total sentido começar pelos hospitais. O problema é exatamente o que você descreveu: é um ciclo de galinha e ovo. Hospital não entra sem ter doadores, doador não entra sem ter campanhas. Então ir direto ao hospital com uma proposta concreta de valor resolve a primeira parte do ciclo.

Sobre o mecanismo de emails: já existe. Quando uma campanha é criada, o sistema busca automaticamente doadores compatíveis por tipo sanguíneo e cidade e dispara os emails. O desafio é ter doadores cadastrados na base para isso funcionar.

O ponto sobre anúncios pagos no boot inicial também faz sentido, aceito como ideia de growth para quando tiver o primeiro hospital parceiro.