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Em resposta a Projeto Vaga Justa
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Quando vejo algo do tipo que envolve um manifesto feito em comunidade, o que eu imagino é algo open source, no entanto nos critérios de sucesso nessa lista podem estar ligados diretamente com a monetização como um serviço.

Um serviço como esse para ser sustentável precisa ser monetizado de alguma forma, o que implica também que alguém tem que tomar decisões comerciais, o que pode tornar um manifesto feito pela comunidade algo apenas cenográfico.

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Entendo seus pontos, imagino que possa ser um meio termo similar ao que temos aqui no TabNews, open source mas tem suas formas de retorno (não necessariamente monetário)

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Obrigado pela contribuição 😃

O Manifesto tem como objetivo principal ser um documento comunitário, independente e aberto, criado pela comunidade e para a comunidade. Ele não tem vínculo direto com monetização — a ideia é estabelecer boas práticas e diretrizes que sirvam como referência para candidatos, empresas e plataformas.

Se esse manifesto ganhar tração, ele pode se tornar uma referência de mercado, algo como um guia público de “contratação justa”, totalmente aberto a contribuições.

A partir dele, sim, podem surgir projetos derivados: open source, ferramentas, serviços ou até iniciativas comerciais que implementem e apliquem os princípios do manifesto. Mas é importante separar bem as coisas:

  • O Manifesto é aberto, colaborativo, sem necessidade de monetização.
  • Projetos que nasçam a partir dele podem escolher caminhos diferentes (open source, comerciais, híbridos etc.).

No futuro, se houver iniciativas de monetização, a ideia é que sejam feitas de forma alinhada aos princípios do próprio manifesto (ex.: publicidade transparente e justa, gamificação, mentorias, certificações, etc.).

Ou seja, o manifesto não precisa ser cenográfico: ele pode ser uma base ética e técnica que garante que qualquer projeto derivado mantenha coerência com os valores originais.

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Ponto extremamente válido, considerando-se a perspectiva capitalista atualmente vigente como norma social.

Um serviço como esse para ser sustentável precisa ser monetizado de alguma forma, o que implica também que alguém tem que tomar decisões comerciais, o que pode tornar um manifesto feito pela comunidade algo apenas cenográfico.

Do ponto de vista do capital, monetização é o caminho para a propagação e "sobrevivência" da ideia. Você não está errado aqui.

No entanto, já temos indícios de que o construto capital vigente, que prega o crescimento infinito como norma, não é viável no longo prazo - especialmente por valorizar em demasiado "early adopters", marginalizando gerações inteiras apenas por nascerem décadas após o primeiro "investidor".

Antes de ler o manifesto, proponho uma mudança de viés. Adotemos uma perspectiva social-humana.
Em meu ponto de vista, o ganho mais valioso com esta proposta é a propagação do respeito entre indivíduos e corporações.

Empresas são feitas de pessoas, que produzem para pessoas. Isso é fato.
Ter o capital como cerne do negócio é irreal e insustentável no longo prazo.

Manter a perspectiva humana ao associar esta proposta ao mercado capital será um grande desafio. Um desafio necessário para garantir a sobrevivência social-humana.