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Pitch: TypDocs: uma ferramenta para transformar Markdown em PDF profissional

Algum tempo atrás eu percebi um padrão no meu fluxo de trabalho.

Eu estava usando cada vez mais IA para gerar documentação de projetos. A IA entregava um Markdown bem estruturado, organizado, bonito de ler no editor. Até aí, perfeito.

O problema começava quando eu precisava enviar isso para o cliente.

Converter .md para PDF parecia algo simples… mas na prática sempre faltava alguma coisa.
Ou não dava para colocar a logo no cabeçalho.
Ou o rodapé não existia.
Ou o espaçamento ficava estranho.
Ou simplesmente o PDF não tinha “cara” de documento corporativo.

Depois de testar várias ferramentas online e sempre sentir que estava quase bom, mas nunca profissional o suficiente, eu decidi fazer o que sempre faço quando algo me incomoda no fluxo: construir a minha própria solução.

Assim nasceu o TypDocs.

A ideia é simples: pegar Markdown (muitas vezes gerado por IA) e transformar em um PDF com mais controle visual, com cabeçalho com imagem, rodapé configurável e ajustes de estilo, pensando em documentos empresariais de verdade.

Por enquanto ele não é SaaS, não salva dados em servidor, tudo roda no navegador usando apenas localStorage. A intenção agora não é monetizar, é validar. Entender se essa dor é só minha ou de mais gente.

Queria ouvir de vocês:

Vocês também sentem essa fricção no MD → PDF?
O que seria essencial para considerar uma ferramenta dessas “pronta para uso profissional”?

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Cara, isso é uma ferida que sangra há décadas na indústria.

MD para PDF é o tipo de problema que parece trivial até você precisar que o header da página 3 tenha a logo da empresa alinhada à esquerda e o número da página à direita, com uma linha fina separando do conteúdo. Sim só o da página 3.
Aí você descobre o buraco é muito fundo!!!

Primeiro, o fato de não ser SaaS já me deixa 100% mais simpático ao projeto.

Agora, a pulga atrás da orelha, e aqui eu jogo meu viés de quem usa Pandoc todo dia e já sofreu com TeX até a alma:

O problema que vai explodir assim que alguém quiser:

  • Cross-references ("conforme visto na página X", onde X é variável)
  • TOC com números de página corretos (não aquele link clicável que só funciona no digital)
  • Evitar viúvas e órfãs.

O Pandoc resolve isso com TeX, mas aí você entra no inferno de compilar templates e descobrir que mudar a fonte ou a margen exige um prompt ou stackoverflow.

Agora, se você conseguiu fazer um engine que lê CSS e gera PDF com box model de verdade, headers/footers com contadores de página, e cross-refs paginados funcionando... aí você tem ouro.

Literalmente. Porque hoje em dia ou você paga 400 dólares pro PrinceXML, ou você aceita que o PDF vai ter "cara de site impresso" e não "cara de documento técnico".

A sugestão que você não pediu mas vai ganhar anyway:

Não vire SaaS. Sério. Não adianta ter Stripe se você pode ter npm install -g typdocs (ou melhor, um binário single-file).

Se você conseguir fazer o que o Pandoc com TeX, mas com a DX de "edite esse style.css", você resolve um porblema ENORME (potencial de unicórnio).

Até lá, eu sigo aqui de makefile + docker image com pandoc + tex que pesa 4GB só pra gerar um relatório de 3 páginas rs.

Sucesso no projeto!