Executando verificação de segurança...
26

Akita e o Anti Vibe Coding

Assisti o vídeo do mano deyvin sobre o método Fábio Akita para programar com IA, e... Senhoras e senhores, que sensação de desconforto e estranhesa.

Em resumo, o que eu entendi do vídeo foi que o jeito que o Akita programa hoje e sugere que as outras pessoas façam também é que criem projetos sem escrever o código na mão, ou seja, use a IA para escrever o código.

Para se ter um entendimento melhor, é bom que assita o vídeo (que é um resumo da ideia), leia os blogs do Akita e estude sobre o assunto, antes de se ter alguma opinião prévia.

O assunto me rendeu boas horas de conversa com um colega que também ficou incomodado com esse novo método.

Um dos motivo de estar incomodado e desconfortável com essa ideia é que vem do Akita, e ,por alguma razão, eu acreditava que a forma dele utilizar a IA não seria assim. Estava enganado.

Afinal, Por que o incômodo?

Achei tal método muito semelhante a um No-Code ou Low-Code. Me incomoda o fato de estar ali, só observando, quando tudo é feito sem você ter que você, necessariamente, precise tocar a mão, apenas mandar. Essa passividade é o que destroi. Tenho a ideia de "programação tem que ser algo ativo" bem formada na minha cabeça. Quando digo ativo, quero dizer estar pensando em todos os aspectos, ou, pelo menos, na maior parte possível do desenvolvimento do software - pôr a mão na massa mesmo. Código faz parte disso. Por mais que eu concorde que se reduza o máximo de código - nem falo por boas práticas, falo por deixar o copilot (ou outro agente) completar para você -, mas eu ainda acho que o código não deve ser eliminado da mão do desenvolvedor. (Aqui entra numa parte muito delicada que, se falada de forma desatenta e até um pouco emocional, seria mal entendida).

O que eu quero dizer é, em poucas palavras, que o código é importante para estar conectado ao projeto, é a forma que favorece você a estar ativo ali - um caminho.

Minha conclusão

Levo muito em consideração que o Akita é um veterano, tem muita experiência. Ele escreveu muitas linhas de código na vida dele, simplesmente pode ter chegado numa fase em que escrever código para ele tanto faz como tanto fez, ele já sabe como fazer aquilo mesmo sem auxilio nenhum de IA.

Isso precisa ser levantado e destacado. Entender o contexto que ele está faz com que o "julgamento" fique mais racional. Nós (programadores) fazemos isso o tempo todo.

Me faz ver que eu não posso simplesmente seguir um método porque é o mais fácil e rápido. Nem sempre o mais fácil é o melhor; nem sempre o mais rápido faz você ter o que você realmente quer.

Eu não estou disposto a seguir isso à risca. Não ainda, talvez.

Essa é a minha opinião. Concorda ou discorda?

Pense sobre o assunto.

Reflita. Explore. Discuta.

Carregando publicação patrocinada...
11

Também me incomoda, mas nem tanto por mim, é mais porque muita gente despreparada conseguirá entregar mais código e parecer mais produtivo.

O problema é que a programação assim acaba gerando muita dívid atécnica na mão da maioria das pessoas. E pela minha experiência com o mercado, isso não será percebido tão facilmente, vai se pagar os juros dela e perder grande parte do ganho que a IA deu.

Mesmo o Akite eu não sei como ficou o resultado dele. Acompanhando muita coisa dele eu sei que ele tem a ideia que muitos têm que é entregar rápido e barato. Não chego a dizer que ele não liga pra qualidade, mas ele já deu várias demonstrações que isso não a primeira prioridade dele. A empresa dele sempre entregou projetos sem muita preocupação com a manutenção. Mais uma vez não estou dizendo que entregam porcaria, mas apenas sobre o que é prioridade. EU sei que é muito mais fácil vender algo barato e ganhar depois na manutenção. Somente idealistas, como eu, não exploram isso.

Mas tenho que dizer que a IA vai ajudar muito quem sempre programou bem e não ajudará muito ou atrapalhará quem sempre programou mal. Não se discute que o Akita sempre programou bem. O problema será com a esmagadora maioria que terá uma ferramenta pra fazer gambiarras mais rapidamente.

O que o Akita disse (no original, não no react) é que ele consegue ser muito mais produtivo com as novas ferramentas de agora. E no fim vai gerar algo muito parecido com o que ele teria feito na mão.

Certamente sempre precisamos identificar o contexto. E um deles é que o Akita estava testando tudo isso com projetos pessoais que podem dar problemas e ninguém reclamará. Além disse a capacidade dele é muito fora da curva e a maioria das pessoas não chegará perto.

Pode ser que no futuro as coisas melhorem muito e fica mais acessível para produzir algo de qualidade com quem não é tão bom. Mas ainda precisará de um trabalho de engenharia conduzido por um humano.

Eu tenho obtido cada vez mais resultados melhores em várias coisas, mas em programação eu não vi uma melhora suficiente ainda. Também não testei as últimas novidades.

Existe uma outra questão que é se sentir à vontade. Eu acho que para determinados sistemas eu não gostaria tanto de usar a IA. Até poderia usar para ela escrever uma parte de código de cada vez para eu mexer depois, mas tem casos que eu evitaria um pouco mais. Novamente, o contexto determina muito a melhor forma de fazer, e só a experiência criará melhores decisões.

Não acho nem um pouco que vibe coding se aproxima de no ou low-code, é quase o oposto. È too much code. Apesar que ele pode realmente substituir em certos cenários o que antes se fazia com no e low-code. Eu acho que quase sempre será uma solução pior, especialmente na mão de quem costumava usar essas duas formas de fazer uma aplicação se comportar de uma forma específica.

Outro ponto a considerar é que o Akita faz que tipo de vibe coding? Cada um tem uma definição diferente do que é isso. Pelo que eu entendo o vibe coding originalmente era sobre você criar códigos meio que sem saber o que está fazendo, sem grandes preocupações, só interessa o resu7ltado. Vibe coding não parece ser sinônimo de programar usando a IA, e sim a forma como você usar a IA. Eu acho que o Akita usa a IA de forma muito séria e contrária ao vibe coding. Mas se alguém argumentar algo diferente pode estar certa porque não sabemos bem do que estamos falando, são coisas criadas para marketing, não por um estudo científico bem conduzido.

Eu acho que você pode fazer um projeto 100% com IA sem escrever uma linha de código e ser um resultado final interessante, mas vai dar bastante trabalho, dimunindo parte da vantagem. Em muitos testes que eu fiz com IA em várias tarefas, teve vários casos que eu tive o retrabalho tantas vezes até achar um prom pt que entrega o que eu quero que deu mais trabalho que fazer na mão. Eu sei que os cenários assim est~´ao diminuindo quase que a cada mês, mas ainda tem um longo caminho pela frente.

Eu percebi que eu não me sinto bem deixando tudo na mão da IA, pelo menos pra código. Mas eu entendo que o caminho será este, e o português, ou inglês que costuma dar resultado melhor, será uma nova linguagem de programação sem as regras que uma linguagem de programação tradicional.

Mas eu acho estranho você fazer isso e gerar o código de outra linguagem de alto nível. Por que não gerar logo o binário? O motivo principal é que você não conseguirá auditar e melhorar o código gerado assim.

A IA já está gerando o código das próximas gerações da IA, mas não é que ela faz isso sozinha, ele faz o que engenheiros competentes mandam ela fazer, então eles estão mais produtivos, mas ainda no comando.

Acho estranho que parece que as pessoas vão abandonar o uso e criação de bibliotecas e frameworks porque a IA pode fazer o trabalho braçal para você. Mas a IA não fará o certo e você pode confiar. O objetivo de ter bases de código prontos para realizar certas tarefas continua intacto, a IA não deve substituir a maioria desses casos.

Bem, tem alguns casos. O Tailwind mesmo publicou que eles vão morrer em 6 meses. E pode ser bom, porque a IA pode fazer uma espécie de tree shaking agressivo e isso é bom nesse cenário. Ninguém disse que as libs de C, Rust, C#, Java, JavaScript, Python, etc. vão morrer. As bibliotecas corporativas criadas não deixam de ser interessantes.

Minha maior preocupação é que a IA, vibe coding ou não, passará produzir uma quantidade muito maior de código e cada vez será mais difícil administrar isso. Aí é que o engenheiro experiente, bem formado, que não cam em contos da carochinha, vai se destacar e não deixar isso acontecer. Mas para a maioria das pessoas será muito tentador só produzir o resultado.

Uma coisa que eu ouvi do Akita é que agora as sprints não criariam dívida técnica como sempre aconteceu e a maioria faz de conta que isso não acontece. Porque quase sempre você não consegue cumprir tudo que está no sprint no tempo dele, então você faz umas gambiarras e depois vai criar um sprint só para pagar esta dívida. Mas o que eu acho que vai acontecer é os sprints passarem ser concebidos para entregar muito mais já que a IA ajudará, e a dívida não só continuará ser criada como novas dívidas aparecerão.

Me preocupa muito as pessoas pararem de aprender a codificar porque parece o caminho mais fácil. Mas você terá que ser ótimo codificador e com a desvantagem de praticar menos, para produzir bons resultados. Novamente, precisamos entender que a IA não prescinde de um bom programador, de alguém que sabe fazer excelentes códigos, mesmo que ele não esteja usando o teclado diretamente para fazer esses códigos aparecerem na sua tela.

Você terá que aceitar que aprender e treinar programação será parecido com fazer academia, você vai gastar um tempo estúpido para fazer algo improdutivo mas que traz algum resultado. E isso não era necessário no passado, porque as pessoas faziam algo parecido do que fazem em uma academia, no dia a dia da vida delas.

Assim como músculo atrofia, cérebro também.

Gosto muito de Formula 1 e este ano está acontecendo a maior mudança já feita na categoria. Já se sabe que em parte será algo ruim. Em parte mudará as forças na competição porque algumas pessoas vão se adaptar melhor ao carro novo do que outras. Isso sempre aconteceu entre gerações, O Nelson Piquet mesmo hoje seria um pereba, porque o trunfo dele era saber como acertar o carro, algo que hoje são é feito por computadores e não precisam do que ele era bom, precisam de outras características. Pela primeira vez acontecerá uma transformação tão grande na mesma geração. Com programação está acontecendo algo semelhante. Os pilotos não sabem como vão se sair nesta nova forma de pilotar, os programadores também não.

Temos que aguardar para ver o cenário, até lá teremos mudanças constantes como nunca se viu antes.

Antes de terminar eu quero escrever mais uma vez que muitas desculpas das pessoas estão caindo por terra porque agora a IA pode resolver certas problemas que inventavam que o único jeito era fazendo de uma forma ruim. AO mesmo tampo já estão arrumando outras desculpas para usar tecnologias quando a opção é uma gambiarra. Certas coisas que eram vícios não vão mudar.

S2


Farei algo que muitos pedem para aprender a programar corretamente, gratuitamente (não vendo nada, é retribuição na minha aposentadoria) (links aqui).

1

Estava esperando o seu comentário. O senhor sempre sabe como destrinchar o assunto.

Eu percebi que eu não me sinto bem deixando tudo na mão da IA, pelo menos pra código. Mas eu entendo que o caminho será este, e o português, ou inglês que costuma dar resultado melhor, será uma nova linguagem de programação sem as regras que uma linguagem de programação tradicional.

Essa daqui é a questão. Me é estranho deixar com que a IA tome as rédeas e escreva, de certa forma, sozinha (claro, terá a nossa supervisão, que, inclusive, dizem que esse será o novo papel do engenheiro de software). Mas, como o senhor mesmo disse, "temos que aguardar para ver o cenário".

Lembro de quando entrei na área, lá em 2022, o que mais se discutia era copiar e colar o código direto do falecido Stackoverflow; se era melhor usar React, Vue ou Angular; se existia alguma linguagem melhor do que Javascript; entre outros. Qual à coisa comum entre os que citei? Todos, de alguma forma, reduzem o trabalho de escrever código. Então essa automatização de escrita não é de hoje, mas o que acontece atualmente é muito mais radical. A IA foi um jeito das pessoas fazerem isso da forma mais rápida que se tem (e cada dia mais essa forma está evoluindo).

Por mais que meu tempo na área seja pouco, a mudança que está ocorrendo me é muito brusca. Na minha cabeça era para isso ser ao contrário, estar mais apto à mudanças. Não consigo nem mesmo imaginar como vai ser um projeto usando inteligência artificial, dessa forma que temos hoje, da forma que foi apresentada. Me dá dor de cabeça essa mudança.

Sei que ser um engenheiro de software não é só sobre saber escrever código. Há muito tempo que eu ouço que não faz diferença se tu sabe o código de cor ou não, o que importa é saber o que usar naquele contexto em específico.

Nem sei mais o que dizer sobre o assunto.

1

Por favor, não me chame de senhor ;)

De fato tem várias maneiras de se tornar mais produtivo e as pessoas precisam explorar isso. Eu percebo há muitos anos que a maioria dos programadores não sabem ou não gostam de criar abstrações/generalizações para economizar trabalho. Agora então vai piorar muito.

Existe uma diferença enorme entre as várias formas. Usar uma biblioteca ou framework é de um jeito, criar as suas próprias bibliotecas e diferente, usar no ou low-code, usar geradores de código/scaffolding e usar IA cada um tem vantagens e desvantagens e precisamos trabalhar de acordo com a necessidade.

8

Uma das lições que aprendi é que o caminho mais curto nem sempre é o melhor.

Eu sempre digo que: IA não vai sumir. IA é algo que o dev tem que se adaptar a ter no seu dia a dia. Fato. O problema esta em como interpretam isso.

Quem viu os vídeos do Akita, sabe que o cara é o tipo de dev que gosta de se jogar na lama e aprender na marra as coisas. Ao longo da vida, ele já construiu o que era necessário apenas para orquestrar. No futuro teremos discussões do motivo pelo o qual pessoa A é melhor que B, sendo que ambos estão usando "vibecoding". Então falaram de engenharia de prompt e nesse dia irei dar risadas

"Vibecoding" é um termo estúpido na minha opinião. "Vibecoding" é qualquer coisa da interpretação do leitor. Inclusive já estão querendo vender outra ideia com agentes... Isso me lembra os perfis com a descrição "Dev React.js" onde a pessoa sabe "programar" usando React, mas não sabe JavaScript.

Como eu disse mais acima, Akita já estudou, já errou para krl, e já passou por coisas que ninguém sabe. O que temos certeza que o cara é casca grossa. Ele sabe julgar o código gerado por IA. Ele sabe exatamente o que quer na hora do prompt. Ele sabe onde há tradeoffs na hora de pedir algo. Então pessoas que estão tendo dificuldade com coisas básicas ainda vê isso como uma carta coringa e começar usar abusar de vibecoding como se fosse a solução mágica para o mundo. O pior: a consequência é depois de anos.

Bem, veremos no futuro.

0

Nesse futuro teremos um agente que "saberá" o que o Akita sabe.
Alguém terá criado a solução pra esse problema.
A profissão mudou pra sempre.

1
1
3

Na minha visão, o que o Akita chama de "Agile Vibe Coding" só funciona porque ele tem mais de 30 anos de experiência escrevendo código, e já deve ter todos os coding patterns na palma da mão e de olhos fechados, fora que ele sempre diz que revisa tudo o que a IA escreve, embora a IA acabe escrevendo 100% do código dele.

Considerando que o nosso cérebro, através da neuroplasticidade, aprende melhor com caminhos mais "difíceis" (aprendizado ativo), e que quanto maior o uso da IA, maior atrofiamento cerebral é causado no usuário, eu diria que seria um risco enorme aplicar essa técnica a júniors, uma vez que eles mal têm a capacidade de entender completamente o código que a IA gera, e analisar se o código gerado é de boa qualidade ou não, considerando as alternativas e os trade-offs de cada uma.

Nesse caso, assim como o @teknolista disse logo abaixo, eu julgo que seja melhor usar o spec-driven-development quando o desenvolvimento for auxiliado por IA, e sempre procurar entender cada linha de código que a IA gera, para não deixar o atrofiamento e o auto piloto da LLM tomar conta, e também poder ficar alinhado às novas demandas do mercado, uma vez que é bem capaz do SDD realmente se consolidar como uma metodologia de desenvolvimento de software e cada vez mais vermos mais IA sendo utilizada no desenvolvimento em geral (mesmo após estouro da bolha).

3

"[...] nosso cérebro, através da neuroplasticidade, aprende melhor com caminhos mais "difíceis" [...], quanto maior o uso da IA, maior atrofiamento cerebral é causado no usuário [...]"

Perfeito.

Essa é a parte onde eu enxergo que a IA vai atrapalhar bastante, só olhar para as outras áreas em que ela é aplicada (escola, provas, resumos, escrever artigos). O que se vê é um pessoal que não sabe usar a ferramenta, acha que o excesso dela vai resolver todos os problemas. E o contrário também é ruim, achar que não precisa se atualizar com o que é de mais recente.

A vida é uma faca de dois gumes.

A questão do Akita é que ele tem muita experiência, como você mesmo citou. O cara, provavelmente, refletiu bastante para chegar na conclusão que ele chegou; não foi por "moda" ou algo semelhante. Posso estar enganado? Sim. Mas é o Akita.

2

Mas com a IA não vai mais ser preciso de júnior.

Quem continuar em negação ao que está acontecendo vai ser engolido mais rápido.

Vão pra bolha dev americana no Twitter. Lá está a discussão da fronteira do que está acontecendo.

1
1

Junior, pleno e senior sao abstrações de conhecimento do profissional e são relativos, tão abstrato e relativo como resultado de um prompt de AI. A régua simplesmente está ficando mais alta e a barreira de entrada crescendo exponencialmente.

Sorte de quem já está na área a algum tempo, se destaca por um bom trabalho e performa com as ferramentas que tem.

1

Acredito que sempre a haverá ensino sobre os fundamentos de programação.E também penso que a forma de ensinar programação na era da IA será diferente para as próximas gerações.A necessidade de invocar a base do mundo tecnológico é indispensável.Nenhum Pai indicaria a IA para filho aprender os primeiros passos na programação.

3

Olha, sou engenheiro químico, 62 anos, e desenvolvedor desde 1988. Ja usei tudo quanto foi linguagem: Fortran, Básic,QuickBasic, VisualBasic,Clipper, Foxprox, Gcc, Delphi, Php, Python..bom, devo ter esquecido algumas. Fora os conhecimentos adquiridos em programação de CLPs, geoprocessamento (geoserver e postgis). Modelos matemáticos,ambientais e climáticos. Tudo isso exige tempo para aprender, desenvolver,testar, melhorar. Sao milhares de horas ate a concreção de um ou mais projetos.Ja projetei e desenvolvi sozinho sistemas complexos que ainda rodam tocando a vida de algumas cidades grandes. Hoje sou consultor de tecnologia de informação e saneamento. Sem ajuda das IAs eu consigo produzir, mas tem a questão da competitividade. O mercado exige entregas (boas), em menor tempo e com menor custo. Uso Cursor Ia, Antigravity, Zencoder,desenvolvo em casa em um servidor local LLms,e tudo isso faz um bem danado para o meu cérebro. Nao me sinto fora do controle. Pelo contrário.Consigo explicar claramente para um agente o wue preciso e ele age como um funcionário. Sempre reviso tudo, em especial questoes de segurança. Hoje tenho mais tempo para CRIAR.E isso é muito bom.

2

Olha, eu li toda a série do Akita, sobre esses últimos projetos dele. Concordo em parte porque não uso vibe-coding, mas ainda na contra-mão do que tu disse acima.

Eu tenho usado o SDD (spec-driven...) e isso transfere o rótulo de verdade-final do código para as especificações. O código seria um novo Assembly, sempre gerado quando necessário. Por isso não mexo nele.

Acho que tu vai ficar então horrorizado com isso: eu estabeleci como regra não tocar no repo, tudo é feito pelo agente. Chamo de vibe edit. Nem README, CHANGELOG e outros artefatos eu edito mais. Tudo é pedido pro agente, e tem uma regra no AGENTS.md pra logar todos os prompts. Aí outra pessoa pode acompanhar o que foi submetido ao agente, bem mais simples que rastrear os commit-logs.

Mas ainda estou explorando processos e formas de tocar meus projetos. Uma hora eu crio um workflow bacana. Fiz um post sobre isso, mas acho que o povo não entendeu muito bem.

1

Acho que tu vai ficar então horrorizado com isso: eu estabeleci como regra não tocar no repo, tudo é feito pelo agente.

Pior que me pareceu justo.

Talvez seja porque eu uso Golang, e nela eu sou obrigado a escrever todo o repositório. É uma camada chata pelo motivo de que é tudo a mesma coisa - a tal tarefa repetitiva.

Acho que é a emoção que se tem quando se cria um post, várias ideias na mente, vontade de falar tudo e, no final, acaba fazendo um resumo e ainda não falou nada do que queria falar. Mas eu acho interessante, sim, aplicar a IA; aplicá-la à coisa certa, não querer aplicar em tudo.

Bem, é algo muito novo ainda e mexe bastante com o que é de costume. Isso já tá me dando uma certa dor de cabeça de tanto pensar.

2

Muito tem se dito que desenvolvedores de agora em diante irão orquestrar agentes. Mas a gente também precisa lembrar que um maestro não toca instrumento. Ele até pode saber tocar um ou outro, pode tocar vários instrumentos, como muitos possuem essa capacidade. João Carlos Martins, o regente famoso que possui uma enfermidade nas mãos, é pianista. Mas na hora de orquestrar uma sinfonia, fica só em cima do pódio balançando a batuta. Em nenhum momento ele desce do pódio e pega o instrumento de algum músico. Pode chamar a atenção de algum deles, pode pedir para reiniciar a sinfonia, mas além disso não faz muito.

A batuta do dev é o prompt. E só. Chegou a hora de desapegar.

2

Bom meu amigo, a sensação que vc teve somente agora, é algo que milhares de devs já estão sentindo na pele de modo prático.

Minha opinião? Vai ser disso para cada vez mais abstração, a medida que os novos modelo entregarem cada vez mais consistência nos resultados (que já está muito solido). O foco não será mais codificar, mas sim criar, arquitetar, definir a engenharia e focar no problema / solução. Quem ama código, infelizmente terá que aceitar, ou ficará para trás no mercado.

Código puro será apenas para entusiastas ou hippies (e olhe lá).

Por fim, o caminho será se atualizar e adaptar o workflow de trabalho e ferramentas, mas ainda sinto que estamos apenas em um período de transição e que a abstração vai aumentar ainda mais e o "Vibe Coding" vai se tornar apenas o novo normal, fazendo com quem seja mais generalista ganhe mais espaço a médio prazo.

:)

2

Senti exatamente esse incomodo ao ver o vídeo do Mano Deyvin. Contudo também cheguei a uma conclusão:

  • No contexto "Build to Earn": já estou usando algo similar ao que o Akita utiliza e pretendo usar Gen AI o máximo possível.
  • No contexto "Build to Learn": eu codo a maior parte das linhas e uso a AI mais para tirar dúvidas técnicas ou de design.

No final das contas, para quem é programador que ama o que faz, codar é gostoso e trás uma satisfação muito grande a cada vez que você consegue entregar uma feature ou um trecho de código inédito.

Atualmente estou estudando Go Lang com DDD e Clean Arch no meu tempo livre e consegui chegar em um resultado muito massa de estruturação de pastas e códigos com o auxílio da AI. A minha estratégia foi:

  • Não utilizar agentes, somente a página do Claude/Gemini para tirar as dúvidas que fossem surgindo.
  • Não copiar e colar os exemplos de código que a AI sugeriu, somente utilizar de referência - aqui eu literalmente digitei tudo na mão para memorização.

Então a mensagem que se tira do vídeo é: você será o protagonista de design e não mais do código em si.

Porém nada impede que eu continue codando em meus estudos ou projetos pessoais (a não ser que você esteja fazendo algum projeto que exija prazo apertado).

2

Estava conversando com meu irmão esses dias, e ele falou algo muito interesante.
Hoje o uso da IA é "barato", e por muitas pessoas utilizarem apenas ela estão deixando de resolverem elas mesmas.
Quando as pessoas estiverem realmente dependentes delas, pq não sabem fazer de outra maneira. Essas ferramentas podem se tornar caras, mais todos vão ter que continuar usando, pois não sabem mais, editar, codar ou criar uma planilha sem a IA.

Eu concordo com @jhrick, que o Akita fala sobre isso pq ele já tem dominio da programação. Então para um programador experiente tem total sentido, melhorar suas abilidades em uma ferramenta nova. Mais para quem esta iniciando deve dividir seu tempo de estudo em 80/20.
80% do tempo codando do zero e 20% usando IA.

É o que eu acredito que deveria acontecer.

1

Um recurso tão crítico para produtividade deve ter muita oferta, concorrência, e isso deve segurar os preços dentro de um patamar aceitável.

Eu acredito que sempre existirão modelos mais baratos, alternativos, o grande problema é se apenas um sobreviver e monopolizar o mercado.

Ou então, se um modelo se sobressair muito aos outros em termos de qualidade, esse poderá ficar muito caro, e quem puder pagar terá uma vantagem muito superior.

Será como um jogo com pay-to-win!

2

Cheguei um pouco atrasado. Fazia tempo q um post n dava tanto engajamento de comentários.

Sendo sincero, minha visão mais focada na parte social/psicológica.

A primeira vista usar um llm parece ser interessante, inovador, desruptivo.

Mas... Depois vira um tormento.
Vibe coding para mim é vc codar em linguagem natural (português, inglês) sem precisar saber minúcias da sintaxe do java, etc.


É bem possível q este momento chegue, onde 99% do código n precisa ser escrito diretamente pela mão do homem, mas sim pelo llm q teve input de prompt humano...

Mas sabe o problema disso? é BROXANTE, programar com linguagem natural tira todo o senso de recompensa, o tesão de se esforçar e depois ter a descarga de dopamina de tarefa comprida.

Sem falar q é provável q intensifique a síndrome do impostor dos devs...

Outra coisa, o dev com vibe coding fica no piloto automático, oq é perigoso, n evolui cognitivamente/intelectualmente. Fica no conforto...

1

Sabe aquele ditado: "antes tarde do que nunca?". Então. Coube muito bem pro teu post.

Gostei da palavra que você usou para definir a "codificação com IA". Consegue trazer com clareza o sentimento.

É aquilo, a IA não vai sumir de jeito nenhum da área, ela veio para ficar. Mas a pergunta é "onde" e "como". Isso só o tempo vai responder. Enquanto isso, é buscar a melhor forma de aplicá-la segundo a preferência do programador.

1
1

É difícil aceitar que nos tornaremos irrelevantes em poucos anos. Isso dói, principalmente para nós engenheiros de software, porque mexe com o propósito que construímos na nossa profissão. Em certo nível parece uma perda de sentido da nossa vida.

Mas não vejo espaço para negação. As objeções ao desenvolvimento por IA estão caindo uma a uma. A tendência não é parar, é evoluir cada vez mais rápido e se tornarem cada vez mais independentes, precisas e seguras.

Talvez o ponto não seja resistir e se incomodar, mas redefinir o nosso papel dentro desse novo contexto.

1

Na verdade não estão caindo, mas sim se provando verdade, mas numa coisa você está certo o uso vai aumentar cada fez mais, o ponto é que a demanda por mão de obra qualificada vai aumentar drasticamente

Se um desenvolvedor, engenheiro ou analista vê um LLMs desenvolvendo com mais qualidade ele deveria se preocupar e não ceder a tentação

1

Meus 2 cents,

Recentemente fiz um build de um projeto no estilo @akita e @teknolista: tudo feito pelo agente, nem sei que cara o codigo tem.

Eh um projeto pontual e para uso interno apenas, algo que se fosse programar ia tomar dias e um tempo que nao queria gastar com aquele tipo de aplicacao.

Usei codex e antigravity, eles entregaram tudo que pedi o projeto esta rodando: eh o que me basta.

SPOILER: comeram tokens como se nao houvesse amanha, zerou minha quota mesmo em um sistema teoricamente simples.

Se eu fiquei com saudade da forma antiga ? Confesso que estava interessado apenas no resultado, resolver um problema antigo, meio besta mas que nao valia o meu empenho para resolver.

Via agente resolveu em umas 2 horas de interacao, entao para mim estava otimo.

Vou fazer mais projetos assim ? Se for de baixo risco e nao trouxer dor de cabeca, com certeza.

Para mim programar eh apenas uma atividade, um trabalho sem romantizacao: logico que tem de cumprir metas de qualidade, mas eh basicamente isso.

Nao entenda errado, em 79 quando vi um anuncio de micro (um sinclair) ali escolhi o que queria para minha vida, e desde entao estou nesta jornada, sem grandes arrependimentos.

Mas por mais que eu ainda goste de codar, uma analogia: como pedreiro, nao me vejo a esta altura do campeonato tendo de misturar areia, cimento e brita na mao se tenho uma betoneira a minha disposicao.

Saude e Sucesso !

1

Isso.
Quem mais está sofrendo é quem acha que codificar é a própria identidade.
O mercado que consome software nunca se preocupou com isso, somente uma parte dos codificadores.
Vou repetir o que disse acima: querem saber o que está acontecendo na fronteira do uso da IA para codificar vão para a bolha dev americana no twitter.
Lá tem cara com experiência que chuto que poucas pessoas no mundo tem usando IA sem olhar pro código porque estão estudando a melhor forma de fazer isso.

1

Tenho feito da mesma forma que o akita e os resultados são ótimos, o ganho de tempo tem sido absurdo, basta fazer direito, lanejar bem e revisar dando toques manuais e pontuais quando necessário e entupir de testes, acredito que essa é a melhor de de trabalhar mesmo.

Único ponto de atenção além dos testes é de ler o código com frequência e documentar para Ia é para você entender

1

O problema de vibe code é que isso é, pelo menos até onde me lembro, a primeira vez que usamos uma abstração não determinista. Então não dá pra considerar só como mais uma abstração.

1

O debate real aqui não é "vibe coding é bom ou ruim". O debate é, em que nível de abstração o desenvolvedor deve operar?
Na minha opinião é que depende do seu nível atual, do contexto do projeto e de onde você quer chegar.
Para quem está construindo base de conhecimento, largar o código cedo demais é sim um risco real, não por romantismo, mas porque a fluência técnica é o que dá qualidade ao prompt e ao julgamento do output. Para quem já tem essa base, é só uma questão de escolher a ferramenta certa para cada contexto.

1

Belo ponto levantado!

Como o próprio Akita fala, "é só um autocomplete", e dos bons até. O que se tem que fazer é aprender porque esse autocomplete é necessário (contexto genérico, normalmente). O nível de abstração é grande quando se for utilizar o método exatamente como ele sugere, mas tem várias formas de aplicar isso em proporções menores. O trabalho do programador vai ser compreender "qual nível de abstração usar".

1

Na verdade o ´método do Akita´ já está descrito nos manuais do Claude, Gemini e Codex já tem um tempinho, a diferença é que ele leu o manual. Ele usa o próprio ambiente agentico para escrever código, ele não digitar o código não significa que ele não está escrevendo ou programando, ele induz a IA a escrever por ele e ele revisa e testa. Ele conhece e sabe quais tecnologias usar e supervisiona, se você não tem conhecimento ou capacidades de programação você não vai conseguir usar a IA de forma avançada como ele usou. A diferença é que ele não digita código, ele eliminou esta parte e só supervisiona, testa e projeta. Isso sim é programação também, muito mais rápida do que o normal.

1

Hoje eu uso vibe coding para extrair ideias muito rapido da cabeça mantendo o foco na ideia.
Para mim, a tecnologia tem o propósito de resolver problemas, desde os mais simples ate os mais complexos.
Esse meio de desenvolvimento nos dá mais liberdade de criação sem a necessidade de refatorar o codigo quando muda a logica ou regra do negócio.
Importante nos atentarmos, para nao perdermos esse timing a ponto de ficarmos obsoletos.

1

Gostei do romantismo do paradigma declarado, do tipo o Milton Nascimento vai fazer um disco com I.A. Oque acho interessante é rechaçar ou não um nivelamento que pode ser sofisticado ou medíocre. Todavia não quero voltar a fazer duplicatas com carbono.
Nem impedir que um moleque de óculos fundo de garrafa, num micro velho, Me tire o sono. Derepente os mais fanáticos vão sentir desconforto ou até mesmo poderão declarar I.A ser um demônio contra a sabedoria do Deus do código, no entanto isso aproxima e acelera um processo que sem sombra de dúvidas é muito maior do que supõe nossa vã filosofia.
Vou ter que seguir ouvindo músicas de I.A. mas sei que as músicas velhas feitas artesanalmente tornaram se imortais por serem muito maiores que os próprios autores. Os frutos podres cairão da árvore ao natural. A tecnologia precisa atingir níveis quânticos. Qual é o caminho a ser trilhado?

1

Parabéns pela escrita do texto. A junção de palavras que são raras de serem lidas fazem com que a atenção fique presa na interligação do significado das mesmas.

Enfim.

Sim. A IA transformou a nossa forma de trabalho... Quer dizer, transformou tudo, até a música, como você citou. Negar isso é ser ignorante e aceitar a degradação - acho que a forma poética com que você escreveu o texto é... contagiante.

2
1
1

Um dev deve ver a AI de forma PRAGMÁTICA!

Esquecem sobre dívida técnica meu povo, tem como usar a AI de forma inteligente e se tem gente fazendo código caca, ok. A única pergunta que vocês deveriam fazer é o quê VOCÊ está fazendo? Caca? Nada?

Segue minha analogia: Táxis ainda existem, mas ninguém quer pagar o valor para andar neles.

1

Akita, apesar de estar correto, chegou com no mínimo uns 6 meses de atraso. Falando de coisas que até eu, que estou aprendendo programação há um ano e meio, já sabia e já aplicava na prática

A sensação é meio aquela de alguém “descobrindo a pólvora” em público. Enquanto isso, quem já estava construindo, testando e quebrando a cara no mundo real meio que já tinha entendido para onde o jogo estava indo

Mas beleza. Acho que nos próximos meses todo mundo acaba ficando na mesma página. Quem entendeu e aplicou desde o início, quem torceu o nariz e depois descobriu a pólvora… no fim o mercado vai empurrar todo mundo para o mesmo lugar

Só espero que a bolha dev brasileira não perca mais tempo e acelere logo nessa direção “anti vibe coding”. Nomezinho vagabundo, diga-se de passagem, basicamente uma forma elegante de não admitir que estavam comendo bola e perdendo tempo

1

Quem mais está sofrendo é quem acha que codificar é a própria identidade.
O mercado que consome software nunca se preocupou com isso, somente uma parte dos codificadores.
Vou repetir o que disse acima: querem saber o que está acontecendo na fronteira do uso da IA para codificar vão para a bolha dev americana no twitter.
Lá tem cara com experiência que chuto que poucas pessoas no mundo tem usando IA sem olhar pro código porque estão estudando a melhor forma de fazer isso.

1

Mano, eu sinceramente vendo o Akita falar aquilo, de inicio me desconcertou, pq todas as vezes q ele ia em podcasts ao menos a visão q eu tinha é que ele era meio contra o vibe coding, ao menos ele deixava isso subentendido, ai depois ele soltou uma nota no blog dele dizendo que não, que nós que tivemos uma impressão e uma leitura errada, mas blz, uma leitura errada? trocentas pessoas tiveram a mesma impressão, não foi uns gato pingado kkkkkk

Dito isso, eu entendi o ponto de vista dele, eu acho interessante, e ele consegue chegar e concluir os projetos justamente pela bagagem q ele tem, se vc pega uma pessoa que está iniciando o aprendizado ou um jr que seja, ela dificilmente vai conseguir concluir um projeto das mesmas proporções q o Akita, justo pela falta de experiencia, e mesmo q ela consiga concluir este projeto, ela nao vai entender muita coisa do que esta acontecendo no codigo, sendo totalmente refém da IA pra tudo.. e esse talvez seja o maior problema no meu ponto de vista...

Confesso que eu ainda estou absorvendo isto, mas se vc for ler o blog do chad ou do martin fowler, ou acompanhar uma galera bem influente por ai, vcs vão perceber que todo mundo ta caminhando pra isso...num contexto global todo mundo tá fazendo o q o Akita começou a fazer, ai eu sinceramente não sei se ele mudou de opinião ou se eu é q interpretei o jeito dele falar de forma errada mesmo, o detalhe q eu vejo é que tem q tomar muito cuidado na hora de usar pq o uso da IA vai te ajudar nas tarefas diarias mesmo, mas pode te atrasar na carreira, pq a pessoa acaba se acomodando, nao avança, fica estagnada naquilo...

então, o conselho do akita e da forma q ele usa pode ser bom, mas entender onde vc esta na sua linha do tempo pra dosar a ferramenta é mais importante ainda, ao menos na minha opinião..